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Caderno D

Fazenda Airis preserva grandes contextos históricos de Macaé

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Podemos afirmar com toda a certeza, que a cidade de Macaé, vem se reinventando a cada dia, traçando novos caminhos, no sentido de apresentar à população e aos turistas, eventos de extrema qualidade e também apresentar o município como uma localidade que sabe preservar a sua memória, que cultiva em bons projetos, a valorização da cultura, despertando nas pessoas, o sentimento de pertencimento, que tem como consequência, um desenvolvimento mais consistente e pleno.

Um desses projetos, é realizado pelo Solar dos Mellos – Museu da Cidade de Macaé, e é chamado de Lugares de Memória, onde visitas guiadas a locais de importância histórica, são realizadas com grupos interessados em conhecer um pouco mais, sobre o lugar onde vivem.

Hoje vamos destacar um destes lugares, que preserva com muito critério, a rica história da cidade, através de móveis antigos e de uma capela.

A Fazenda Airis, no distrito serrano de Córrego do Ouro, é um lugar muito especial, que pertenceu ao Visconde de Mauá, na primeira metade do século XIX.

O nome ‘Airis’, tem como origem uma planta homônima e que servia como matéria-prima para os índios locais, que extraiam os espinhos da planta para confeccionar flechas. No século XVIII, o padre Antonio Vaz Pereira, evangelizou diversas tribos e a região passou a ser conhecida como Aldeia de Santa Rita do Sertão do Rio Macé. Nesta mesma época, o café era cultivado em abundância na fazenda, que fica perto de um outro local bastante conhecido para os macaenses: a Fazenda Atalaia, onde até o ano de 1950, era, literalmente, uma fonte rica em água, que abastecia toda a cidade de Macaé.

Em 1920, um novo passo foi dado na Fazenda Airis. Uma fábrica de aguardente foi construída, abrindo ainda mais as possibilidades de desenvolvimento da região. Mas um surto de malária colocou os planos abaixo, na primeira metade do século XX, e os trabalhadores locais abandonaram a fábrica, e após este acontecimento, a fábrica encerrou suas atividades.

Em 1999, uma nova etapa começou no local. O casal Gonçalo e Angela Pinho, se tornaram os donos da fazenda e assim, houve um resgate importante do local, com diversas restaurações e manutenção constante, mas sempre preservando cada detalhe da arquitetura original.

O acervo

Quem for visitar a Fazenda Airis, vai encontrar uma belíssima coleção de móveis, fabricados entre os anos de 1840 e 1960. As famosas cadeiras Luis XV, cristaleiras de fino acabamento, oratórios e escrivaninhas, podem ser apreciadas. O local onde estão dispostos, também tem história para contar, já que era uma antiga usina de açúcar e álcool, que foi desativada em 1950. Uma singela capela também está aberta à visitação.

São três mil metros quadrados de uma grande viagem no tempo. O local é aberto ao público, e a Fazenda Airis, fica na estrada RJ – 168, e para visitar, é preciso ligar antes para agendar. (22) 2762-2161.

Mariana Abrantes

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