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PT, PCdoB e PROS têm até esta terça-feira, 11, para apresentar nova composição de chapa a presidente da república

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Deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila (PCdoB) deve ser anunciada como vice no lugar de Fernando Haddad (PT), que assumiria a candidatura a presidência no lugar do ex-presidente Lula (PT)

O prazo foi mantido e a coligação entre PT, PCdoB e PROS tem até esta terça-feira, 11, para apresentar junto à Justiça Eleitoral os nomes que comporão a nova chapa para a disputa à presidência da república.

A decisão foi confirmada depois que a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, negou a prorrogação do prazo para o PT substituir o nome do ex-presidente Lula (PT) na cabeça de chapa presidencial.

A negativa foi dada na mesma decisão em que a ministra enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o recurso de Lula contra a rejeição, pelo plenário do TSE, de seu registro de candidatura, a qual teve como base a Lei da Ficha Limpa, e cujo relator deve ser o ministro Celso de Mello, segundo apurou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), órgão oficial do governo federal.

Rosa Weber entendeu haver questão constitucional a ser discutida no caso, relacionada à argumentação da defesa, motivo pelo qual enviou o processo ao Supremo. Segundo os advogados do ex-presidente, uma liminar do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) permitiria ao ex-presidente concorrer.

No STF, a defesa de Lula tentará novamente obter uma liminar para adiar o prazo para a troca de nome na cabeça de chapa, até que o plenário do Supremo discuta o caso do ex-presidente em definitivo.

Caso prevaleça a decisão de Rosa Weber, o PT tem até esta terça para fazer a troca, sob risco de ficar sem coligação na disputa à presidência. Nas articulações políticas, o nome que segue na fila para substituir Lula é o do candidato a vice-presidente Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação.

A defesa de Lula pediu a ampliação de prazo para a próxima segunda-feira, 17, limite máximo para a troca de candidatos, conforme a legislação eleitoral, sob argumentação de que a rejeição do registro do ex-presidente ainda pode ser revertida pelo STF, motivo pelo qual o prazo deve se prolongar até o último instante.

Os advogados justificam que é necessário considerar o apelo popular de Lula e as intenções de votos atribuídas a ele nas pesquisas de opinião. Caso Haddad passe de vice para presidente na chapa, a vaga de vice deve ficar coma deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila (PCdoB), que vem acompanhando o ex-prefeito de São Paulo durante as viagens de campanha da coligação pelo país.


 

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