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Horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa nesta sexta-feira, 31 de agosto

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Candidatos a presidente, governadores, senadores e deputados estaduais e federais disputarão a atenção dos eleitores nas rádios e televisões em todo o país a partir desta sexta-feira, 31, até o dia 4 de outubro

Começou nesta sexta-feira, 31 de agosto, o período para a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Horário gratuito do primeiro turno da eleição vai até 4 de outubro, 3 dias antes do primeiro turno das eleições gerais.

Nesse período, emissoras também reservarão espaço para inserções de propagandas de candidatos. Segundo informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos a presidente e a deputado federal farão sua propaganda no horário eleitoral gratuito às terças e quintas-feiras e aos sábados.

Os candidatos a presidente divulgarão suas propostas e plano de governo em dois períodos de 12 minutos e 30 segundos, às 7h e 12h, no rádio, às 13h e 20h30, na televisão. Os candidatos a deputado federal divulgarão suas propostas logo em seguida.

Para os candidatos a governador de estado ou do Distrito Federal, ao Senado Federal e a deputado estadual ou distrital, o anúncio das propostas será feito no horário eleitoral gratuito, às segundas, quartas e sextas-feiras.

Os candidatos a governador farão sua propaganda às 7h16 e 12h16, no rádio, às 13h16  e 20h46, na televisão, enquanto os candidatos a senador terão 7 minutos de inserções, , às 7h e 12h, no rádio, e às 13h e 20h30, na televisão.

Já os candidatos a deputado estadual ou distrital anunciarão suas propostas no horário eleitoral em 2 tempos de 9 minutos, às 7h07 e 12h07, no rádio, e às 13h07 e 20h37, na televisão.

No mesmo período da propaganda eleitoral em rede, a legislação eleitoral estabelece que as emissoras de rádio e de televisão reservarão, de segunda-feira a domingo, 70 minutos diários para a propaganda gratuita na forma de inserções de 30 e 60 segundos, a critério do respectivo partido político ou coligação.

As inserções devem ser assinadas obrigatoriamente pelo partido ou coligação, e distribuídas entre 5h e 24h, ao longo da programação, observados critérios de proporcionalidade fixados na Lei 9.504, de 1997, também conhecida como Lei das Eleições.

No último dia 28 de agosto, o TSE aprovou a resolução que regulamenta o plano de mídia para os candidatos à presidente. A norma estabelece o tempo que cada candidato terá para exibir sua propaganda eleitoral gratuita, e confirma a ordem de veiculação das peças produzidas pelos partidos ou coligações, definida por sorteio.

A legislação determina que a propaganda eleitoral gratuita na televisão deverá utilizar, entre outros recursos, subtitulação por meio de legenda oculta, janela com intérprete de linguagem de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e audiodescrição, sob responsabilidade dos partidos e das coligações.

A lei proíbe a veiculação de propaganda que possa degradar ou ridicularizar candidatos, sujeitando-se o partido ou a coligação que cometeu infração à perda do direito à veiculação de propaganda no horário eleitoral gratuito do dia seguinte ao da decisão.

Além disso, a reiteração de uma conduta que já tenha sido punida pela Justiça Eleitoral poderá resultar na suspensão temporária da participação do partido ou da coligação no programa eleitoral gratuito.

Também é vedada a propaganda paga no rádio e na televisão, respondendo o candidato, o partido e a coligação pelo seu conteúdo. No horário eleitoral será permitida a veiculação de entrevistas com o candidato e de cenas externas nas quais ele, pessoalmente, divulgue as realizações de governo ou da administração pública, falhas administrativas e deficiências verificadas em obras e serviços públicos em geral, e atos parlamentares e debates legislativos.

No entanto, a lei proíbe ao partido político, à coligação ou ao candidato, transmitir, na propaganda eleitoral gratuita, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado.

Ou, ainda, em que haja manipulação de dados, assim como uso de trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou de vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, além de vedar também a produção ou veiculação de programa com esse efeito.

Na divulgação de pesquisas no horário eleitoral gratuito, a legislação determina que devem ser informados, com clareza, o período de sua realização e a margem de erro, mas a lei não obriga a menção aos concorrentes, desde que o modo de apresentação dos resultados não induza o eleitor a erro quanto ao desempenho do candidato em relação aos demais.

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