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Deputado estadual de Macaé representa a região na nova composição da mesa diretora da Alerj para o biênio 2021-2022

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A região dos entorno da Bacia de Campos terá um representante da mesa diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), após a eleição do deputado estadual de Macaé, Chico Machado (PSD) como 2º vice-presidente da Casa.

Em 2020, a região perdeu 4 deputados estaduais, sendo 2 por conta da pandemia do coronavírus, 1 nomeado para o governo estadual, e 1 eleito prefeito no pleito municipal de novembro do ano passado, restando apenas Rodrigo Bacellar (SOLIDARIEDADE), de Campos dos Goytacazes, além do próprio Chico Machado.

No ano passado, os deputados estaduais de Campos, Gil Vianna (PSL) e João Peixoto (DC), faleceram vítimas da doença que já provocou a morte de mais de 30 mil pessoas em todo o Estado do Rio, segundo dados do governo estadual compilados por um consórcio formado pelos maiores veículos de imprensa do país.

Outros 2 deputados estaduais que deixaram suas cadeiras na Alerj em 2020 foram Welberth Rezende (CIDADANIA), eleito prefeito de Macaé no ano passado e que tomou posse em 1 de janeiro deste ano, e Dr. Serginho (REPUBLICANOS), que foi nomeado secretário estadual de Ciência e Tecnologia logo após as eleições municipais, quando foi derrotado na disputa pela prefeitura de Cabo Frio.

Além de Chico Machado, foram eleitos ainda para a nova composição da mesa diretora da Alerj, o presidente André Ceciliano (PT), que manteve o cargo, bem como os deputados estaduais, Jair Bittencourt (PP), Franciane Motta (MDB), Samuel Malafaia (DEM), Marcos Muller (SOLIDARIEDADE), Tia Ju (REPUBLICANOS), Renato Zaca (PRTB), Filipe Soares (DEM), Pedro Brazão (PL), Dr. Deodalto (DEM), Valdecy da Saúde (PTC), e Giovani Ratinho (PROS).

Com o resultado das eleições da mesa diretora da Alerj realizada nesta semana, o mandato do presidente André Ceciliano foi renovado pelos próximos 2 anos, quando se encerra a atual legislatura.

A chapa de Ceciliano venceu por 64 votos favoráveis, 3 contrários e duas abstenções, e foi escolhida para continuar conduzindo os trabalhos da Casa, em votação que deveria ter sido realizada de forma semi-presencial devido aos riscos de contaminação pelo coronavírus, mas que contou com a plenária cheia.

O pleito contou ainda com a presença do governador do Rio em exercício, o vice-governador Cláudio Castro (PSC), que assumiu o cargo desde o afastamento do governador Wilson Wtzel (PSC), que ainda aguarda os desdobramentos finais de seu processo de impeachment devido às acusações de crimes de corrupção na área da Saúde durante a pandemia.

Na ocasião, também foram eleitos 4 vice-presidentes, 4 secretários e 4 vogais. André Ceciliano exerce a presidência da Alerj desde novembro de 2017, após a prisão do ex-presidente da Casa, Jorge Picciani (MDB), mas até fevereiro de 2019, o cargo era ocupado de forma interina.

Eleito presidente da Alerj pela 1ª vez em fevereiro de 2019, André Ceciliano conseguiu, em seu 1º mandato de 2 anos à frente do Legislativo estadual, economizar quase 1 bilhão de reais do seu orçamento, dinheiro que, constitucionalmente, é devido ao Executivo.

Após ser reeleito nesta semana, o deputado do PT que vem criando cada vez mais desafetos dentro de seu próprio partido pelas alianças com partidos do chamado Centrão ou partidos considerados de extrema direita, agradeceu aos colegas parlamentares e prometeu ser um presidente de todos, além de saudar os 7 novos deputados estaduais que assumiram mandato em 2021.

“Todos vocês, apesar das diferenças ideológicas, tiveram liberdade para defender aqui suas ideias e os anseios de seus eleitores, pois seus projetos foram colocados em pauta e votados”, avaliou André Ceciliano.

Sobre a crise econômica que o Estado do Rio atravessa desde antes de sua chegada à presidente da Casa, o presidente da Alerj elogiou o seu trabalho e de seus colegas ao se adaptar às restrições da pandemia do coronavírus.

“A crise nos fez trabalhar mais. Mesmo os parlamentares mais antigos como eu, pouco habituados a modernidades, aprenderam a usar as novas tecnologias, se reinventaram. Nunca em toda a história deste Parlamento fomos tão produtivos”, lembrou.

Ao todo, em 2020, foram realizadas 350 sessões extraordinárias, e aprovados 435 projetos que, de acordo com a Alerj, teriam ajudado o Estado a minimizar o impacto da pandemia na vida das pessoas, sobretudo as mais pobres.

Entre as primeiras pautas para 2021 que já estão na mira do presidente, estão, a proposta que cria o auxílio emergencial estadual, e o projeto que proíbe a utilização ou alteração dos nomes das estações de transportes públicos pelas concessionárias.

Os deputados estaduais Gil Vianna e João Peixoto também foram lembrados antes da sessão, quando, por solicitação de André Ceciliano, a plenária fez 1 minuto de silêncio em memória dos antigos parlamentares e também em respeito a todas as famílias que perderam entes queridos durante a pandemia. A homenagem aos deputados falecidos contou com a presença de Bruno Vianna, filho de Gil Vianna, e de Gerusa Peixoto, filha de João Peixoto.

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