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Acordo entre a Petrobras e a chinesa CNPC deve trazer mais investimentos para Macaé e região da Bacia de Campos

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Abrigando uma das maiores bases da Petrobras no interior do Estado do Rio, cidade de Macaé (foto) pode começar a receber novos investimentos em breve com assinatura de acordo entre estatal brasileira e empresa China National Oil and Gas Exploration and Development Company (CNODC), subsidiária da CNPC

A Petrobras assinou, nesta semana, um Acordo Integrado de Modelo Negócios com a China National Oil and Gas Exploration and Development Company (CNODC), subsidiária da CNPC, avançando na Parceria Estratégica divulgada ao mercado em julho deste ano.

O acordo prevê o desenvolvimento de estudos de viabilidade para avaliação técnica do estado atual do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), além de planejamento do escopo e dos investimentos necessários à conclusão da refinaria e sua avaliação econômica.

De acordo com a Petrobras, o negócio também prevê a criação de uma Joint Venture no segmento de Exploração e Produção, que contará com a participação de 20% da CNPC no cluster de Marlim (concessões de Marlim, Voador, Marlim Sul e Marlim Leste) na Bacia de Campos, ficando a Petrobras com 80% de participação e mantendo-se como operadora.
O petróleo pesado produzido no cluster de Marlim tem características adequadas à refinaria do Comperj, projetada para processar este tipo de óleo, com alta conversão. Os estudos relativos ao Comperj serão conduzidos por um time de especialistas de ambas as empresas e consultores externos.

Segundo a comunicação da Petrobras informou na última terça-feira, 16, ainda é cedo para avaliar o montante de investimentos que o acordo trará para a região da Bacia de Campos, com a exploração e produção no cluster de Marlim.
Porém, a estatal brasileira reconhece que este é um passo importante no desenvolvimento da Parceria Estratégica entre as companhias, já que a efetiva implementação do negócio dependerá da conclusão dos estudos de viabilidade e, consequentemente, da decisão de investimento pelas partes no Comperj, bem como do sucesso das negociações dos acordos finais.
“Com a assinatura do Acordo Integrado, avançamos significativamente na parceria estratégica com a CNPC para concluir a refinaria do Comperj e implementar um projeto consistente para revitalização do campo de Marlim”, analisou Ivan Monteiro, presidente da Petrobras, em nota divulgada esta semana.
Desde 2013, a Petrobras e a CNPC são parceiras na área de Libra, primeiro contrato pelo regime de partilha de produção, localizada no pré-sal da Bacia de Santos. Em 2017, o consórcio formado pela Petrobras (operadora, com 40% de participação), CNPC (com 20%) e BP Energy (com 40%) adquiriu o Bloco de Peroba, um dos mais disputados do leilão promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Ainda conforme a Petrobras, a parceria estratégica fortalecerá os laços entre as empresas e contribuirá para o aprofundamento da Parceria Estratégica Global entre o Brasil e a China, ambos membros do grupo BRICS.
“A parceria também faz parte de um programa mais amplo da Petrobras para a revitalização de seu parque de refino e logística do Leste. No segmento de exploração & produção, o foco da parceria será a otimização do projeto de revitalização do campo de Marlim e demais projetos relacionados aos campos de Marlim Sul e Marlim Leste, visando otimizar os resultados desses campos maduros”, explicou a empresa brasileira.

Com isso, aumenta a expectativa de que novos investimentos possam ser feitos em Macaé, cidade que abriga uma das maiores bases da Petrobras no interior do Estado, além de diversas outras empresas no setor petrolífero.


 

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