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MPRJ denuncia traficantes por morte de policial em Cabo Frio

Bertha Muniz

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Denúncia aponta que o crime foi cometido por motivo torpe. PM reformado foi morto a pauladas em janeiro deste ano.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Cabo Frio, apresentou denúncia, na última quarta-feira (21), pelos crimes de associação para fins de tráfico de drogas e homicídio.

São cinco os denunciados: Alexsandro dos Santos Moura (conhecido como ‘Leleco’ e líder do grupo), Uendel Nascimento Dantas (‘Baiano’, apontado como braço direito de ‘Leleco’ e ‘olheiro da boca’), Felipe Augusto Ramos (‘Lipote’), Walace da Silveira Menezes (‘WL’) e Diego Emiliano de Oliveira, que atuavam como vendedores.

Segundo a denúncia, entre 2014 e 2018, o grupo, somado a dois adolescentes, além de outros indivíduos não identificados, se associou na prática de tráfico de drogas na Praia do Siqueira, em Cabo Frio. “No último dia 21 de janeiro, na Rua Alice Jorge da Veiga, Praia do Siqueira, os denunciados aplicaram golpes com madeira contra o policial militar reformado Luiz Claudio Barbosa Morgado, provocando-lhe lesões que o levaram à morte”, cita a denúncia.

O MPRJ aponta que o crime foi cometido por motivo torpe, uma vez que os denunciados, integrantes de uma facção criminosa da região, desconfiaram que Luiz Claudio atuava como informante das forças policiais. A denúncia afirma ainda que o assassinato foi praticado por meio cruel, visto que a vítima sofreu golpes na cabeça, com consequente trauma crânio encefálico, e sem qualquer chance de defesa.

O MPRJ solicitou também a decretação da prisão preventiva dos denunciados, uma vez que os autores do crime possuem anotações por homicídio, tráfico e porte ilegal de arma de fogo, tendo, inclusive, cumprido sanção penal no sistema penitenciário.

“A prisão cautelar faz-se imprescindível, também, como garantia da instrução criminal, já que deve assegurar ampla liberdade das declarações dos familiares do morto. Frise-se, ainda, que, tendo os denunciados praticado condutas extremamente ofensivas à ordem pública, resta patente que, em liberdade, continuarão na vida criminosa, provocando intranquilidade”, aponta a denúncia.

 

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