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Derrota na Libertadores “desmascara” Carioca e expõe erros de Abel no Flamengo

Sérgio Barcellos

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A derrota para o Peñarol em pleno Maracanã colocou em cheque o trabalho do técnico Abel Braga no Flamengo. O excelente aproveitamento no Campeonato Carioca serviu para mascarar erros até então deixados de lado no clube. Estamos em abril e o treinador sequer conseguiu encaixar Arrascaeta no time. A maior contratação da história do Flamengo viu do banco de reservas sua equipe cair diante de um adversário tecnicamente inferior, mas nitidamente mais organizado.

Na coletiva de imprensa pós-jogo, Abel Braga justificou a ausência da principal contratação do Flamengo para a temporada. “Vai chegar o momento dele. Eu vinha com a equipe há dez jogos sem perder. Tem momento que vai entrar e tem momento que não vai. Ainda falta entrosamento. Ele é um jogador de qualidade”, disse Abel, utilizando o excelente aproveitameno no Carioca como cortina de fumaça para a falta de treinamento, de adaptação do esquema tático para a entrada do uruguaio.

É fato que Everton Ribeiro e Diego vivem melhor momento que Arrascaeta. Assim como é evidente que Bruno Henrique vem sendo um dos principais destaques da equipe neste início de temporada. Isso sem mencionar o fato que Bruno vem sendo utilizado no lado esquerdo, posição que o uruguaio está acostumado a jogar e rende mais. A soma de tais fatores aliada a melhor campanha geral do Carioca servem para justificar a maior contratação do Flamengo estar no banco de reservas. Ou melhor, servia.

As vitórias no Carioca deram a sensação do time estar pronto para competições de maior porte, como a Libertadores. A contrapartida também é verdadeira. A derrota não significa que está errado, mas sim aponta que é preciso trabalhar rápido outras soluções. Em uma tentativa de mostrar conhecimento do elenco que tem em mãos, o treinador errou novamente. Tirou Arão que vinha bem no jogo para a entrada de Vitinho. O Flamengo perdeu o meio-campo e viu o Peñarol chegar com mais perigo ao ataque.

A entrada de Vitinho deu mais verticalidade ao time, mas a bola chegou com menos frequência. O adversário ainda teve mais espaço para o contra-ataque. Talvez, uma melhor solução seria promover a entrada de Arrascaeta pelo lado esquerdo do campo. Sacando Gabigol e adiantando Bruno Henrique como referência na área, ou até mesmo a entrada de Uribe, como aconteceu posteriormente. A partida retrata o que é a Libertadores. Virão mais jogos assim pela frente, e é preciso estar melhor preparado para eles.

Foto: Alexandre Vidal

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