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Escola de gente feliz

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Um personagem da Escolinha do Professor Raimundo  - criada pelo grande e saudoso Chico Anysio, com o qual fiz minha primeira entrevista gravada numa fita K7 (perguntem aos avós do que se trata) - se não me engano o Camarão, dizia que a ingnorança é que astravanquia o progressivo do Brasi. Me lembrei dele, dia desses, quando algumas pessoas ligadas à Educação demonstraram não saber muito bem quais são as atribuições de um psicólogo nas escolas. Pouco surpreendente, haja vista dentro da instituição-escola a profissão ainda ser pouco valorizada, até mesmo dispensável, pela inexistência de serviços dessa natureza (é raro ver um destes profissionais atuando de verdade), enquanto os de orientação educacional, pedagógica e supervisão escolar, por exemplo, são previstos e regulamentados por lei e trabalham muito mais com resultados práticos, palpáveis do ponto de vista de avaliação, tudo isto fazendo com que a Psicologia quase seja vista como uma área secundária. Apenas para reiterar o que diz o Aurélio, "ignorância é o estado de quem não tem conhecimento, cultura, por falta de estudo, experiência ou prática" e longe de nós empregar o termo usado na Escolinha do Professor Raimundo de maneira pejorativa empregando-o àqueles que, simplesmente, desconhecem o papel de um psicólogo dentro da escola (desde que não existam motivos outros, claro) ou em qualquer outro local onde a Psicologia procure alcançar seus quatro objetivos fundamentais, quais sejam, descrever o comportamento; explicá-lo, além de apenas descrevê-lo; fazer previsões sobre a forma como pensamos e agimos e, finalmente, e talvez, a mais importante, o esforço para influenciar ou controlar o comportamento para realizar mudanças construtivas e duradouras na vida das pessoas. E é isto que vimos procurando fazer nestes mais de 37 anos  (e nestes quase 10 atuando na área escolar) de caminhada na estrada da ciência que ainda trata dos estados e processos mentais do ser humano e das suas interações com um ambiente físico e social  tornando-o mais aprazível e com pessoas mais felizes. Nas escolas e fora delas.

João Direnna é jornalista e psicólogo.

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