Mídias Sociais

Sem categoria

UPA de Araruama também não tem condições adequadas para atendimento, segundo Cremerj

Avatar

Publicado

em

 

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) encontrou diversas irregularidades na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araruama, durante fiscalizações recentes realizadas pelo órgão na unidade.

 

De acordo com o órgão, os problemas foram observados em fiscalizações realizadas recentemente na unidade. Entre as irregularidade estão o déficit de profissionais, medicamentos e equipamentos, superlotação, além de condições inadequadas de higiene.

Segundo o que foi avaliado pelo Cremerj, a UPA mantém doentes graves internados, mesmo sem as condições adequadas, por conta da dificuldade em transferir pacientes para outras unidades, já que hospitais da região além de não terem vaga apresentam os mesmos problemas estruturais. Inclusive, nesta semana, o Cremerj também fez um relatório bem similar com relação aos hospitais e as upas de Cabo Frio.

 

Outro problema identificado pelos fiscais foi o déficit de manutenção dos equipamentos. Durante o transporte de paciente grave da UPA para outra unidade de saúde, para a realização de exames ou internação hospitalar, há desfalque da equipe médica e de equipamentos que precisam ser retirados da unidade, tendo em vista que a ambulância disponível é muito básica, segundo a fiscalização do Cremerj.

 

No relatório também foi citado as condições precárias de trabalho e o atraso nos salários, que foram problemas apontados pelos funcionários, segundo o Conselho.

 

 

Situação da unidade veio à tona a algumas semanas - De acordo com as informações da prefeitura, o repasse que deveria ser realizado pelo Governo do Estado não tem ocorrido, o que totaliza uma dívida de cerca de R$ 12 milhões. Automaticamente, essa situação faz com que a unidade esteja sem materiais básicos para o atendimento, como luvas, coletores de urina, materiais para curativo, álcool, ataduras, soro, esparadrapo, pomadas, máscaras, aventais e outros necessários para a realização de procedimentos.

 

Para somar a situação crítica, a unidade também apresenta problemas na estrutura. Na última chuva, os corredores da unidade ficaram alagados, assim como a sala de pediatria. Baldes foram colocados para amenizar as goteiras, mas não foi o suficiente.

 

Além dos problemas físicos, os funcionários estão com salários atrasados e indignados por conta de cortes na gratificação. De acordo com o grupo, o fim do benefício vai fazer com que o salário diminua em 50%. Um técnico de enfermagem, que recebe R$ 1.415,98, vai passar a receber R$ 800, e um enfermeiro, que recebe R$ 2.684,99, vai passar a receber R$ 900, conforme os cálculos dos próprios funcionários.

 

Diante desta situação a mais de duas semanas, a unidade só está atendendo casos gravíssimos.

 

Mais lidas da semana