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Wilson Witzel, Governador eleito do Rio começa a articular bancada de apoio na Assembleia Legislativa

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Eleito com quase 60% dos votos válidos, ex-juiz federal, Wilson Witzel (PSC) deve receber apoio na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) das chamadas “bancada da bala” e “bancada evangélica”

Eleito Governador do Rio para os próximos 4 anos, o ex-juiz, Wilson Witzel (PSC), agora precisará começar a se preocupar com o que especialistas e analistas políticos vêm chamando de governabilidade.

Eleito com 59,87% dos votos válidos, puxado pela onda conservadora de apoiadores do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), Witzel precisará se articular para conseguir maioria na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj).

Conforme se atenta a colunista Berenice Seara, do jornal Extra, do Rio, em sua coluna Extra, Extra, assim como o Prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), em 2016, o próximo governador também teve pouquíssimos correligionários eleitos para o parlamento estadual.

De seu partido, foram apenas 2 nomes entre os 70 deputados eleitos no último dia 7 de outubro, sendo eles, Márcio Pacheco (PSC) e Chiquinho da Mangueira (PSC). Da mesma forma que o prefeito do Rio, o novo governador terá que formar maioria com a ajuda de partidos aliados, como o PSL de Bolsonaro.

“Mas, ainda que fique nas mãos dos 13 seguidores de Jair e Flávio Bolsonaro (PSL), estará longe de conseguir a maioria dos 70 deputados que compõem a Assembleia. Vai precisar ainda atrair deputados de outras legendas para as hostes governistas. E isso é tão velho quanto a mais velha política”, analisa Berenice.

A colunista diz ainda que “a turma de Witzel” estaria disposta a apoiar a candidatura de André Corrêa (DEM) para a presidência da Alerj, o que poderia atrair ainda a presença dos outros 5 deputados que o partido tem na Casa.

Mas a jornalista lembra que esse apoio poderia ir contra seus discursos de campanha, pois André Corrêa, que, por sinal, foi muito elogiado por vereadores de Macaé, Maxwell Vaz (SD) e Paulo Antunes (MDB), aparece em delação premiada de Carlos Miranda, operador do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), preso desde 2016, e que teria afirmado ter pagado ao deputado do DEM uma mesada de 100 mil reais, segundo a coluna Extra, Extra.

Berenice lembra ainda que as articulações precisam acontecer porque a maioria simples, com 36 deputados, não resolve o problema de Witzel, já que para aprovar projetos de lei complementares, por exemplo, são necessários 42 votos.

Já para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), arma das bancadas de oposição pelos parlamentos a fora, bastam apenas 24 assinaturas. A colunista ressalta ainda que o diálogo entre o novo governador e a Alerj precisa começar desde agora, pois os deputados do atual mandato precisam aprovar a prorrogação do Fundo Estadual de Combate à Pobreza, ou o déficit previsto para o ano que vem pula de 8 bilhões de reais para 13 bilhões de reais, aumentando ainda mais os problemas do novo governo.

Uma das saídas para Witzel, além das negociações de cargos, comum entre Executivo e Legislativo quando se trata de buscar apoio para a tal governabilidade, deve vir das chamadas, “bancada da bala” e “bancada evangélica”, que cresceram nestas eleições.

Segundo reportagem do portal G1 após o primeiro turno, a “bancada da bala”, que tem a segurança pública como principal discurso, deve ter até 12 deputados, entre eles Fernando Salema (PSL), Gil Vianna (PSL), Delegado Carlos Augusto (PSD), Delegada Martha Rocha (PDT), Subtenente Bernardo (PROS), Marcos Abrahão (AVANTE), Marcos Muller (PHS), e Vandro Família (SD), além de outros 4 deputados que também integrariam a bancada evangélica, Alana Passos (PSL), Renato Zeca (PSL), Marcelo do Seu Dino (PSL) e Márcio Gualberto (PSL).

Fariam parte da ala mais conservadora que se diz em defesa da “família tradicional”, os deputados Anderson Moraes (PSL), Filipe Poubel (PSL), Gustavo Schmidt (PSL), Pedro Ricardo (PSL), Fabio Silva (DEM), Filipe Soares (DEM), Samuel Malafaia (DEM), Danniel Librelon (PRB), Tia Ju (PRB), Carlos Macedo (PRB), Rosane Félix (PSD) e Marcio Pacheco (PSC).

A reportagem deixa de fora, porém, o atual vereador de Macaé e futuro deputado, Welberth Rezende (PPS), que defende no Legislativo municipal algumas das pautas dessas bancadas, como a militarização da Guarda Municipal e a postura contrária ao ensino da ideologia de gênero, duas pautas bastante defendidas pelas duas bancadas.

Além disso, deputados como Dr. Deodato (DEM), que também é contra o ensino da ideologia de gênero,  tendo inclusive projeto para proibir a prática e outros 5 deputados do PSL que não usaram discursos apoiados por conservadorismo social, ainda devem engrossar essas fileiras, o que elevaria a “bancada evangélica” para 24 e os apoiadores de Witzel para 37, conferindo a ele maioria apertada na Alerj.

O curioso é que para isso, o novo governador precisará dialogar justamente com o grupo que apoiou seu adversário no segundo turno, o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), contra quem o novo governador fez duras críticas, inclusive de estar ligado ao atual governador, Pezão (MDB), e ao ex, Cabral, chamados de corruptos por Witzel.

O PSC do novo governador tem apenas 2 deputados eleitos, mas o PSL, de Bolsonaro elegeu 13 deputados e é a maior bancada da Alerj. O DEM de Paes, ficou com 6 cadeiras, seguido de MDB e PSOL, com 5; PRB com 4; PSD, PDT, PT e SD, com 3; PP, PHS, NOVO e DC, com 2; e PSB, PCdoB, PPS, PTB, PR, PATRI, PODE, PRP, AVANTE, PRTB, PROS, PTC e PMB, com 1 deputado eleito cada um.


 

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