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Volta do recesso parlamentar nesta quarta-feira promete esquentar clima político de Macaé visando eleições deste ano

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Câmara Municipal de Macaé deve protagonizar debates interessantes com tantos pré-candidatos a deputado, além de novo vereador, Cristiano Gelinho (PTC), que assume vaga de Neto Macaé (PTC) nesta quarta-feira, 1 de agosto

Às vésperas do fim do recesso parlamentar do Legislativo na região e em Macaé, onde a Câmara Municipal retorna às sessões ordinárias nesta quarta-feira, 1 de agosto, o clima é de efervescência nos bastidores do meio político.

Curiosamente, diferente das brigas costumeiras entre governos e oposições, e crises políticas, a grande fagulha deste rebuliço é a aproximação das eleições gerais em outubro deste ano, principalmente para as vagas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e na Câmara Federal.

Na Capital Nacional do Petróleo, o momento da retomada da indústria do petróleo, com os sucessos recentes de leilões milionários do pós-sal e do pré-sal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), afasta, pelo menos em parte, a história da crise.

A alta do dólar e a valorização do barril do petróleo fazem a arrecadação municipal voltar a subir, e a entrega de obras importantes em diversas áreas da cidade espanta mesmo que os mais ferrenhos críticos do governo.

Enquanto os debates políticos na Câmara Municipal não esquentam o clima político, as farpas e pré-anúncios de campanhas a deputado estadual vão movimentando o cenário, mais ou menos como as notícias de contratações fazem com o futebol em período de pré-temporada.

Nos últimos dias, blogs especializados na política municipal aqueceram ainda mais o clima dentro e fora do governo, como no caso das informações de que as obras de urbanização do Jardim Esperança teriam acirrado uma disputa entre os vereadores Cesinha (PSL) e Julinho do Aeroporto (MDB), que tentam assumir a autoria do feito.

Segundo o blog do jornalista Daniel Galvão, Julinho, que é líder governista no Legislativo macaense, estaria à espera da convenção estadual do partido para confirmar sua candidatura para a disputa de uma cadeira na Alerj.

Além das pré-candidaturas dos vereadores Marcel Silvano (PT) e Dr. Luiz Fernando (PTC), e do ex-vereador Chico Machado (PDT), outros dois nomes podem surgir na disputa são os da comerciante Flávia Roma (PV) e de Julinho Antunes (DC), sobrinho do vereador Paulo Antunes (MDB), além do também vereador Marvel (REDE).

De acordo com informações de outro blog, do jornalista André Cabral, os nomes da cidade que despontam na briga por uma vaga na Câmara Federal seriam os do ex-vice-prefeito Danilo Funke (PSOL) e do delegado federal Felício Laterça (PSL), além do ex-secretário de Saúde, Dr. Flávio Antunes (PSB).

Os nomes devem ser confirmados ou retirados da disputa nos próximos dias, conforme são realizadas as últimas convenções partidárias no Estado do Rio, já que o prazo estipulado pelo calendário eleitoral deste ano termina no próximo domingo, 5 de agosto.

Mudanças – Outra novidade no retorno dos vereadores macaenses às sessões ordinárias neste dia 1 de agosto, é a presença de um novo vereador. Nesta terça-feira, 31 de julho, a Câmara Municipal publicou a convocação do suplente Cristiano Gelinho (PTC), que tomará posse já nesta quarta.

Gelinho, que terminou o pleito municipal de 2016 como o 33º parlamentar mais votado no município, com, 1.063 votos, assume a cadeira do vereador Neto Macaé (PTC), que acabou afastado pela Justiça.

O parlamentar foi preso pela Polícia Federal, em fevereiro deste ano, sob acusação de coagir servidores comissionados de seu gabinete em troca de parte de seus salários, o que constitui crime de peculato. Mesmo afastado, o vereador responde ao processo em liberdade desde maio, graças a Habeas Corpus (HC) concedido pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com isso, o retorno do recesso parlamentar deve contar com os 17 vereadores na plenária, o que não ocorre desde 2017, quando, em dezembro, o vereador José Prestes (PPS), foi afastado sob acusação do mesmo crime de peculato, envolvido ainda em suposto esquema que apropriação indevida de salários de servidores da Secretaria de Agroeconomia, cujo então secretário, Alcenir Maia Costa, teria sido indicado por ele.

Tanto o secretário, quanto todos os 40 servidores comissionados da pasta, acabaram exonerados pelo governo municipal, que iniciara processo de investigação interna para averiguar denúncias de práticas de peculato e funcionários fantasmas dentro do governo.

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