Mídias Sociais

Política

Vereadores do MDB de Macaé divergem sobre relação candidato-partido após anúncio de deserção

Avatar

Publicado

em

 

Os vereadores de Macaé retornaram às sessões ordinárias da Câmara Municipal na manhã desta terça-feira, 18, após os 60 dias de recesso parlamentar iniciado em 15 de dezembro de 2019 e que se encerrou no último sábado, dia 15.

Com um novo placar eletrônico para votações e uma barulhenta sirene que para marcar o final do tempo de fala concedido regimentalmente a cada vereador durante a discussão das matérias, os parlamentares retornaram também novidades, como aconteceu com o vereador Dr. Márcio Bittencourt (MDB).

Em seu último ano de seu 1º mandato na Casa, Dr. Márcio Bittencourt anunciou que, assim que aberta a janela partidária, trocará seu atual partido pela legenda do presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (CIDADANIA), e do deputado estadual e ex-vereador da Casa, Welberth Rezende (CIDADANIA).

“Queria agradecer a todos e dizer que em 2020 estaremos em um partido novo, graças a Deus, largando o MDB”, finalizou Dr. Márcio Bittencourt.

Especulado no PSB e no PSD, o vereador passou os últimos anos criticando abertamente seu atual partido após as prisões dos ex-governadores, Sérgio Cabral (MDB) e Pezão (MDB), e também dos ex-deputados estaduais do Rio, Jorge Picciani (MDB), Edson Albertassi (MDB) e Paulo Melo (MDB), todos envolvidos em inúmeros escândalos de corrupção no Governo do Rio.

Apesar de não ser nenhuma novidade a deserção do parlamentar, o vice-presidente da Casa, vereador Julinho do Aeroporto, discordou do futuro ex-colega de partido e atual colega de Mesa Diretora da Câmara, Dr. Márcio Bittencourt (MDB), que ocupa a 1ª secretaria da Casa.

Em sua fala, Julinho, que já se desentendeu algumas vezes com Dr. Márcio Bittencourt desde o início dessa legislatura, em janeiro de 2017, argumentou que não é a sigla que macula os nomes dos candidatos, mas são os próprios candidatos que maculam os partidos.

Lembrando políticos do PT e do MDB presos nos últimos anos, Julinho do Aeroporto elogiou a postura e a integridade do colega de plenária, vereador Marcel Silvano (PT), que mesmo com toda a perseguição do partido e a prisão de alguns de seus integrantes, não deixou a legenda.

“Os candidatos do MDB estão presos. A sociedade diz que eles devem, eles estão pagando. Que culpa que tem o partido? A culpa é deles. Tem o partido NOVO, do governador de Minas Gerais [Romeu Zema]; fez um monte de propaganda, vai lá ver como está. Mas a prerrogativa é do doutor; tem todo o direito. Mas a gente devia cobrar dos candidatos, não dos partidos. Em nível municipal, não, mas em nível estadual e federal, o partido [MDB] vai continuar muito forte. Então, queria discordar, mas a prerrogativa é do vereador”, disparou Julinho.

O vereador, que também chegou a ser especulado em outros partidos e voltou a defender o PSL, partido do deputado federal Felício Laterça (PSL-RJ) e ex-partido do clã Bolsonaro, também atirou contra a enxurrada de supostos pré-candidatos a prefeito que surgem em blogs de jornalistas da cidade desde o fim do ano passado.

“Quem já viu algum pré-candidato a prefeito de Macaé no [Parque] Aeroporto? Eu nunca vi nenhum. Achar que vai ganhar eleição por redes sociais, não vai não”, afirmou o vice-presidente da Câmara, desafiando que “solta no Parque Aeroporto para ver aonde vai. Não vai a lugar nenhum. Não conhece nada. Vai ficar perdido lá. Isso para não falar na Nova Holanda, na Nova Esperança, no Novo Botafogo e por aí vai”, concluindo pedindo que a população não venda seu voto, já visando as eleições municipais de outubro desse não.

Como já vem fazendo há alguns anos, Julinho do Aeroporto também voltou a defender a redução do recesso parlamentar, que atualmente, é de 120 dias. Segundo a proposta do vice-presidente da Casa, o recesso poderia cair para 60 dias.

Porém, o vereador do MDB não parou por aí, e afirmou que, por ele, a proposta seria de reduzir para os mesmos 30 dias que os demais trabalhadores do país, o que Julinho defendeu como justiça, já que os vereadores trabalhariam, oficialmente, os mesmos dias que outros trabalhadores com carteira assinada no Brasil.

Reforçando sua defesa, que aliás, não é nada popular dentro da atual formação da Câmara, Julinho lembrou que, apesar dos vereadores trabalharem fora das sessões plenárias, o que vale para calcular a presença deles no trabalho legislativo, é a presença nas sessões, e que, por isso, os dias de recesso deveriam ser reduzidos e as sessões aumentadas.

Mais lidas da semana