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Vereadores de Macaé voltam a criticar gestão da Petrobras em sessão da Câmara

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Vereadores Marcel Silvano (PT) e Maxwell Vaz (SD) aproveitaram debate sobre requerimento pedindo audiência pública para criticar políticas da Petrobras

A Câmara Municipal de Macaé aprovou nesta terça-feira, 6, um requerimento de autoria do vereador Marcel Silvano (PT), solicitando à Mesa Diretora uma data para a realização de uma audiência pública para discutir a gestão da Petrobras.

Segundo o autor da proposta, a ideia é trazer para o evento, representantes do judiciário e de lideranças sindicais, como o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e da Federação Única dos Petroleiros (FUP) para discutir o vereador chamou de “desmanche” da estatal.

“A Petrobras tomou o centro das discussões da democracia no nosso país, também pelo envolvimento da empresa em diversos escândalos de corrupção. Para nós, aqui em Macaé, pelo menos nos últimos 40 anos, a Petrobras foi um símbolo de desenvolvimento da nossa cidade”, justificou o petista.

O vereador criticou ainda a política adotada pela gestão do ex-presidente da companhia, Pedro Parente, que, segundo ele, foi a grande responsável pela desmobilização da empresa na cidade e pela perda de diversos postos de trabalho com o fim de vários contratos.

“Foram as decisões equivocadas do governo Temer (PMDB) e do [Pedro] Parente, que foi derrubado da presidência da Petrobras, mas que o sucessor tem a mesma política, que levaram a Petrobras a encerrar contratos e colocar esses preços abusivos, retirando da população e entregando às empresas estrangeiras. O preço da gasolina está alto, e hoje, as pessoas que nos últimos conseguiram condições de comprar um carro, não conseguem mantê-lo por causa dessa política de preços. Eu falei aqui, o preço do gás de cozinha estão tão alto que as pessoas estão voltando a cozinhar com lenha e carvão”, defendeu Marcel.

Ex-funcionário da empresa, o vereador Maxwell Vaz (SD) apoiou a iniciativa e também criticou a política adotada pela gestão recente da Petrobras, que fez com que o preço dos combustíveis chegasse aos níveis elevados em que estão.

“São preços abusivos. E a culpa não é do posto não, é do imposto! Que também é abusivo. Essa política de dolarização do petróleo é um grande erro. Fica com esse discursinho de que o petróleo é nosso, mas põe o preço do petróleo em dólar, que a população não tem como pagar. Um preço globalizado. Tem que botar o preço em dólar para o mercado externo, não para o povo. Um país que é quase auto suficiente em petróleo, mas que o povo paga esse absurdo pelos combustíveis. Enquanto adotarem essa política de dolarização do preço do petróleo, o petróleo vai continuar não sendo nosso”, falou Maxwell.

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