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Temer muda de ideia e diz que seria covardia de sua parte não ser candidato à presidência

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Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (na foto) poderia estar perto de anunciar sua filiação ao PSB e sua pré-candidatura à presidência da república, mas partido nega vaga assegurada na disputa eleitoral em caso de filiação

Parece que Michel Temer (PMDB) está mesmo mudando de ideia quanto à disputa presidencial, que ocorrerá em outubro deste não. Depois de ter dito inúmeras vezes que deixaria a política ao fim desse ano, na última sexta-feira, 23, ele cogitou se candidatar.

Em entrevista divulgada pela revista IstoÉ, Temer, que vem tendo seu nome cogitado em seu grupo político para a disputa, teria dito que seria uma covardia de sua parte não disputar as eleições, mesmo sem deixar claro que vai concorrer.

“É natural que quem preside a nação dispute a eleição. Eu até ouvi recentemente alguém me dizer que não disputar a reeleição seria uma covardia. Que eu teria me acovardado. Governar por 2 anos e meio e não disputar a reeleição. O que seria um fato ímpar no país. Desde que foi criada a reeleição, todos disputaram”, teria comentado, de acordo com a revista.

O grande problema do atual chefe do Executivo nacional é sua péssima popularidade, a pior de um presidente na história do país, além de seu desempenho em pesquisas eleitorais, onde não passa de 1% das intenções de votos.

Segundo a agência de notícias Reuters, de acordo com uma pesquisa do Instituto MDA

para a Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada no início deste mês, o governo Temer tem uma avaliação ruim/péssima de 73,3%, e o presidente tem uma reprovação de 83,6% ao seu desempenho pessoal.

A situação piora quando o assunto é a disputa presidencial, já que, ainda conforme a pesquisa, Temer é o campeão de rejeição entre os possíveis postulantes ao Planalto, com 88% dos eleitores dizendo que não votariam nele de jeito nenhum.

 

Mais 3 nomes – Enquanto Temer segue tentando costurar uma possível candidatura, mais 3 nomes podem pintar na lista de pré-candidatos à presidência nos próximos dias. Dois deles vêm do meio empresarial, Paulo Rabello de Castro (PSC) e Flavio Rocha (ainda sem partido).

O primeiro anunciou na última sexta-feira que deixará a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já nesta semana para se dedicar à disputar da faixa presidencial em outubro.

Já Flavio Rocha, é vice-presidente e diretor de relações com investidores da Guararapes, companhia que é dona da famosa loja de vestuários Riachuelo. Também de acordo com a Reuters, o empresário deve continuar na empresa até 26 de abril, quando deixaria o cargo para se dedicar à candidatura.

Ainda segundo a agência de notícias, o empresário estaria conversando com nada menos do que 6 partidos para definir sua filiação, anúncio que deve sair nas próximas semanas.

O terceiro nome, e o mais conhecido deles, é o do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que pode se filiar o PSB, partido que estaria contando com ele para a disputa presidencial, segundo fontes da Reuters.

“Na hora em que ele se filiar está praticamente viabilizado, ele não tem que ‘pegar fila’”, disse a fonte à agência de notícias.

Oficialmente, porém, o partido continua negando que Joaquim Barbosa tenha vaga garantida na disputa presidencial caso se filie ao partido, como publicado na última sexta-feira, no Painel da Folha, do jornal Folha de São Paulo.

“Ele é muito bem-vindo, mas, se vai ser candidato ou não, é algo que vai ter que ser analisado mais para frente”, teria dito o secretário-geral do PSB, Renato Casagrande.

Caso os 4 oficializem suas pré-candidaturas, chegaria a 19 o número de postulantes já confirmados na disputa eleitoral, a segunda maior desde as eleições diretas de 1989, depois do fim da Ditadura Militar no Brasil.

Além deles, já anunciaram suas pré-candidaturas à presidente da república, o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ); os senadores Fernando Collor (PTC-AL), Álvaro Dias (PODE-PR) e Cristovam Buarque (PPS-DF), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e a deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede); o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL); além de Eymael (PSDC), Valéria Monteiro (PMN), Levy Fidelix (PRTB), do empresário João Amoêdo (NOVO), e do próprio ex-presidente Lula (PT), que aguarda julgamento de recursos para saber se será preso ou não.


 

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