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Sessão da Câmara de Macaé desta quarta, 17, tem começo repleto de acusações e discussões acirradas

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Presidente da Comissão de Transportes e Mobilidade Urbana da Casa, vereador Cristiano Gelinho (PTC), aceitou presidir audiência pública dos transportes promovida pelo Executivo na semana passada, e em sessão desta quarta, retrucou críticas de que teria sido agressivo na condução dos debates

A sessão ordinária da Câmara Municipal de Macaé desta quarta-feira, 17, começou “quente”, com diversas polêmicas entre os vereadores sobre diversos assuntos, entre eles a regulamentação dos serviços de aplicativos de transporte individual, como Uber e Cabify e 99, e a audiência pública promovida pelo Executivo sobre a abertura de nova licitação do transporte público do município.

Ainda durante a leitura do expediente, um grupo de taxistas presente à sessão discutiu com o presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), cobrando um projeto de lei para regulamentação dos aplicativos, que a Câmara diz que nunca recebeu do Executivo, responsável por este tipo de legislação.

A discussão com a categoria deixou ainda piores os ânimos dos vereadores, que começaram uma sucessão de ataques ao governo e entre si. Líder da oposição, o vereador Maxwell Vaz (SOLIDARIEDADE) lembrou o envio de uma minuta elaborada por ele e pelo líder do governo na Casa, vereador Julinho do Aeroporto (MDB), sugerindo ao governo municipal uma proposta de projeto de lei para este fim, que sequer foi respondido pela prefeitura, segundo o parlamentar da oposição.

Maxwell criticou o governo ainda por ter realizado a audiência, mas não tê-la presidido e alertou aos vereadores para que não presidam mais audiências públicas promovidas pelo Executivo, sugerindo à mesa ainda que não ceda mais o espaço para tal.

Realizada na última quinta-feira, 11, a audiência pública que discutiu a concessão do transporte público no município e abertura de novo processo licitatório para os mesmos serviços, acabou presidida, a pedido dos representantes do governo, pelo vereador Cristiano Gelinho (PTC), presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Câmara.

Ofendido com o debate, Gelinho chegou a acusar colegas de plenária de trazer pessoas, que ele chamou de “teleguiados”, em referência aos mísseis usados na Guerra do Golfo, na década de 1990, que segundo ele, teriam o objetivo de “tumultuar” os debates na Casa, sem, no entanto, dar nomes aos vereadores.

Findadas as discussões, a pedido do presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), e com os ânimos dos taxistas mais contidos, depois da promessa de dar prosseguimentos à matéria da regulamentação dos aplicativos assim que ela for enviada pelo Executivo, Gelinho voltou a falar sobre o assunto durante sua fala, no Grande Expediente.

Citando Maxwell e o vereador Marcel Silvano (PT), sem, no entanto, direcionar sua fala aos 2 colegas de plenária, Gelinho voltou a dizer que não ofendeu nem atacou ninguém durante a audiência pública do Executivo, e chegou até mesmo a se colocar a disposição da Comissão de Ética, Moral, Bons Costumes e Decoro Parlamentar.

“Quero dizer que, um e outro; eu não vou dar 15 minutos de fama a ninguém, não vou citar nomes, mas chegar em rede social e dizer que eu desabonei? O que eu disse aqui é que no grito ninguém ia levar, porque eu estava como mediador dessa audiência pública. Certo ou errado, e aí a gente pode ver num futuro bem próximo, vereador Maxwell, como o senhor bem colocou e eu vou atentar para isso, certo ou errado. Eu estava ali na condução. E ali o roteiro que me chegou, [dizia] que seria  franqueado para as pessoas falarem por escrito. Eu nem concordo muito com esse modelo. Eu concordo que entre a plateia, eles decidam entre uns 5, porque se não também toma muito tempo, e sejam representantes de falem. Mas quero dizer que o inflexível, como fui tachado, que o agressor, como eu fui tachado, ele flexibilizou; e quebrei o protocolo de um roteiro e fraqueei o microfone para as pessoas. Inclusive, para os mais problemáticos, que que queriam trazer problemas para essa audiência pública, e não solução”, disparou Gelinho, que alardeou ser responsável pela aprovação de duas Comissões Especiais de Inquérito (CEIs), uma sobre o contrato da BRK Ambiental, de sua autoria, e outra sobre o contrato com a empresa Serviço Integrado de Transportes (SIT), de autoria de Marcel.

Já sobre a regulamentação dos serviços de aplicativos em Macaé, os vereadores voltaram a defender os taxistas, entre eles Julinho e Maxwell e também Robson Oliveira (PSDB), que chegou até mesmo a marginalizar motoristas de aplicativos, alegando que alguns estariam envolvidos em crimes como assaltos e estupros.

Por fim, os vereadores se colocaram novamente à disposição da categoria para cobrar do Executivo o envio de um projeto de lei que regulamente os serviços, mais uma vez lembrando que, atualmente, os taxistas precisam pagar inúmeras taxas para trabalhar, enquanto os aplicativos funcionam sem qualquer pagamento, regulamentação ou fiscalização, o que provocaria uma “concorrência desleal”, segundo os parlamentares.

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