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Requerimento do vereador Luciano Diniz causa mal estar na Câmara de Macaé

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Presidente da Casa e vereador de oposição criticaram momento em que a proposta foi apresentada

Tunan Teixeira

Um requerimento do vereador Luciano Diniz (PMDB) gerou grande polêmica e controvérsia entre os poucos parlamentares presente à Câmara Municipal de Macaé, para a sessão ordinária desta quarta-feira, 22.
O requerimento em questão, aprovado com 9 votos favoráveis e uma abstenção, pedia ao Prefeito Dr. Aluizio (PMDB) que analisasse a situação dos arquitetos e engenheiros da Secretaria de Obras, que não são contemplados pela lei de produtividade.
Segundo Diniz, os profissionais, que seriam 11 ao todo, seriam também os responsáveis pelos pareceres técnicos da secretaria, e, na visão do vereador, não eram contemplados erradamente pela lei de produtividade.
Assim como na discussão do Projeto de Lei 019/2016, que altera o zoneamento urbano da cidade na área do porto, e que vem gerando muita polêmica devido a algumas emendas, com acusações de lobby por parte da presidência da Casa, Diniz foi apoiado pelo colega de bancada, Welberth Rezende (PPS), que justificou a decisão dizendo que, apesar da cidade não atravessar bom momento econômico, a demanda deveria ser discutida.
“Não é porque a cidade passa por um momento ruim economicamente que nós vamos nos furtar dessas discussões. Isso não é para agora. Mas o período ruim não vai durar para sempre. E não podemos deixar para discutir o que precisa ser discutido só lá na frente. Precisamos discutir essas questões desde agora, mesmo que leve tempo para resolver”, argumentou Welberth.
Porém, a proposta não foi bem encarada pelo vereador de oposição, Maxwell Vaz (SD), nem pelo Presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), que criticaram o momento em que os dois vereadores defendiam a pauta no Legislativo.
“Como é que eu vou discutir isso agora? Tem servidores sem receber auxílio alimentação, servidores recebendo menos que um salário mínimo, servidores passando necessidade. Não é pelo mérito; não estou dizendo que os arquitetos e engenheiros não mereçam, mas não posso votar numa matéria dessas num momento como esse. Eu vou me abster”, anunciou Maxwell.
Pelo menos no discurso, o vereador ganhou o apoio da presidência da Câmara, que chegou a chamar a atenção dos dois vereadores que defendiam a matéria, dizendo que, pelo momento que a cidade atravessa, a pauta não deveria ter sido apresentada agora.
“Eu acho muito complicado os vereadores trazerem os arquitetos e os engenheiros aqui na Câmara e votar um requerimento como esse num momento delicado como esse que estamos vivendo. Toda reunião de campanha que eu fiz ano passado, eu disse que 2017 seria pior que 2016. Por quê? É muito simples. Por causa da folha de pagamento da prefeitura, que é muito inchada, é absurda. Tem prefeitura do tamanho da nossa pelo Brasil com 8 mil servidores. Aqui tem 15 mil, para uma cidade desse tamanho. Trazer proposta aqui para discutir benefício de uma categoria é jogar para a plateia, vereador. Porque, me desculpem os arquitetos e engenheiros, mas isso não vai acontecer. Eu sou servidor público municipal aposentado e vivo disso. Não tenho empresa, não tenho consultório, vivo disso. E vou votar favorável em consideração aos colegas servidores aqui presentes, mas tenho certeza que não vai acontecer. Apresentar isso sabendo disso é jogar para a plateia. Além de ser um ‘calça arreada’ no prefeito, vindo de dois vereadores da bancada (do governo). Não concordo. Dar esperança ao servidor que vem para cá é complicado. Não vai acontecer”, disse Dr. Eduardo.

Foto: Igor Faria

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