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Representantes do IBGE alertam Alerj para importância do Censo 2020 na criação de políticas públicas no Estado do Rio

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O Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que acontece a cada 10 anos, e será realizado entre os dias 1 de agosto e 31 de outubro de 2020, foi tema de debate na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj).

O tema foi discutido na Reunião de Planejamento e Acompanhamento do Censo (Repac), que aconteceu na semana passado, no plenário da Casa, e contou com a presença de representantes do IBGE.

Entre eles, o coordenador operacional do Censo 2020 no Estado do Rio, Gabriel Barros, que contou que o avanço da tecnologia vai facilitar o trabalho dos agentes censitários no ano que vem.

“Em 2010, tínhamos mais postos de coleta porque precisávamos na época que o servidor fosse fisicamente ao local. Mas isso mudou. Houve uma diminuição desses postos de coleta porque hoje os agentes contam com celulares para poderem trabalhar melhor. Na minha opinião, a tecnologia é uma solução porque possibilita a cada dia superar, inclusive, as dificuldades financeiras com desenvolvimento de sistemas e acelerando a produtividade. Se não fosse a tecnologia, não seria possível a atuação do IBGE com o quantitativo de pessoal. Acredito que essa seja uma realidade de todo o serviço público”, ressaltou o coordenador.

Segundo ele, em 10 anos houve a redução de 57% no número de servidores e um aumento de 250% de agentes temporários, que serão responsáveis por atualizar a contagem populacional e apurar dados como renda e educação, entre outras informações que serão obtidas no Censo 2020.

Durante a Repac, também foram divulgadas informações sobre 17 mil vagas de trabalho temporário para atuação no Censo 2020 apenas no Rio de Janeiro, vagas que devem ser abertas em março do ano que vem.

Para Gabriel Barros, todos os cidadãos precisam ter ciência da importância de atender aos agentes censitários, e também de responder ao questionário, ressaltando a segurança das informações fornecidas pela população.

“É importante todos saberem que devem receber o agente censitário do IBGE. O sigilo está garantido e o instituto está elaborando uma forma de o servidor não saber informações detalhadas do cidadão e, mesmo que o agente saiba, o sigilo está garantido. Esses dados são importantes para a implantação de políticas públicas e privadas no país”, disse o coordenador do Censo 2020.

Presidente da reunião, o deputado estadual Anderson Moraes (PSL) afirmou que entende o Censo 2020 e o IBGE como um investimento para toda a sociedade do país, devido à capacidade de ajudar a algumas prefeituras do Estado a planejar o futuro de seus municípios.

“Atualmente, eu não vejo como conseguirmos avançar nas localidades se não tivermos informações atualizadas. Eu vejo o IBGE como uma forma de investimento. Algumas prefeituras não têm uma secretaria de planejamento e hoje passam por dificuldades por não conseguirem entender para qual caminho a cidade deveria percorrer em relação à educação e à saúde. O IBGE é importantíssimo porque faz todo esse estudo”, avaliou o deputado.

Para a secretária-geral do Fórum de Desenvolvimento da Alerj, Geiza Rocha, a Repac funcionou como um auxílio para a mobilização do parlamento fluminense em relação ao trabalho que será realizado no Censo 2020.

“É importante se pensar na estruturação de políticas públicas e sendo parte do Fórum de Desenvolvimento não podíamos ficar fora, e também ajudar na participação do Poder Legislativo. É importante que os deputados conheçam a operação e saibam como ela funciona, e de que maneira podem alertar a todos os cidadãos do Estado para que eles participem, divulgando essas informações para mapear os desafios para o futuro do Rio de Janeiro”, pontuou Geiza.

Também participaram do evento o chefe substituto da unidade estadual do IBGE, Alberto Azemiro de Carvalho; a assessora de projetos da Secretaria Estadual de Transportes, Thais Chaves; o coordenador do IBGE Educa, Felipe Macedo; e o superintendente de Inovação e Empreendedorismo da Subsecretaria Estadual de Indústria, Comércio, Serviços e Ambiente de Negócios, Joercio Paul.

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