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Questão sobre bombas de drenagem gera debates sobre diversos temas na Câmara de Macaé

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Sobrou até para o asfaltamento de ruas do Campo d’Oeste, que foi criticado pela oposição

 

Tunan Teixeira

 

Um requerimento do vereador Welberth Rezende (PPS) pedindo informações sobre a situação das bombas de drenagem, causou muita polêmica na manhã desta quarta-feira, 4, durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Macaé.

Preocupado com as chuvas que costumam trazer problemas para os moradores de diversas áreas da cidade no verão, o vereador pedia informações sobre o estado das bombas, sugerindo ao governo, durante a defesa da proposição, que pensasse desde já em deixar os equipamentos prontos para a próxima estação.

“Como se aproximam as chuvas de verão, queremos saber acerca do funcionamento desses aparelhos em bairros como Campo d’Oeste, Visconde, Miramar, Sol y Mar e Riviera”, explicou o Welberth.

Entretanto, o assunto acabou sendo motivo para que os vereadores da oposição criticassem ações do governo municipal em diversas áreas que nada tinham a ver com o tema do requerimento do novo presidente do PPS.

Sobrou até para as ações de asfaltamento realizadas pela prefeitura no Campo d’Oeste, bairro onde mora o vereador Val Barbeiro (PHS), que recentemente deixou a bancada oposicionista e voltou para a base do governo no Legislativo.

Segundo os parlamentares da oposição, principalmente Maxwell Vaz (SD) e Dr. Luiz Fernando (AVANTE), a prefeitura não devia ter realizado as ações antes de fazer obras de macrodrenagem na localidade, que em épocas de chuva, sofre com alagamentos.

Val, porém, refutou as críticas ao governo, elogiando a atual gestão e se dizendo muito feliz com as ações da prefeitura, não perdendo a oportunidade de agradecer ao Prefeito Dr. Aluizio (PMDB) pelas melhorias no bairro.

“O assunto era bomba, mas saiu macrodrenagem, saiu asfalto. Já falei várias vezes aqui. No paralelo, os vereadores falaram que é melhor porque ajuda a escoar, mas não é assim não. No paralelo alaga do mesmo jeito. Se chove, alaga. E tem mais. Quando chove, os paralelos saem todos do lugar. Já falei isso aqui. Para consertar, a prefeitura põe pó de brita. Fica tudo assoreado. Com o asfalto, não, porque o asfalto é liso, é lavável. É muito melhor. Vai alagar? Vai alagar de qualquer jeito. Eu quero asfalto”, falou Val.

As críticas da oposição eram tamanhas que o vereador George Jardim (PMDB), que deixou a bancada governista no início desse ano depois de divergências com o Secretário de Infraestrutura, Celio Chapeta, chegou a dizer que antes de asfaltar, devia haver um trabalho de infraestrutura por baixo, e que se não havia, era melhor não ter o asfalto. Val, no entanto, também refutou a defesa do ex-companheiro de oposição.

“Vocês falam que agora não tem gestão, mas, com todo respeito do ex-prefeito Riverton (Mussi, PDT), antes não tinha limpeza nas ruas. Era difícil ver alguém da prefeitura trabalhando no bairro. Hoje tem. Sempre tem uma equipe da prefeitura fazendo a limpeza. Ali é um local que concentra água. Todo mundo sabe disso. Quando chove, enche. E não precisa ser chuva forte não. Mas antes levava 1 dia inteiro para a água escoar. Hoje, quando chove, a água leva no máximo 40 minutos para escoar. É claro que tem muito a se fazer. Mas melhorou sim e melhorou muito na administração do Prefeito Aluízio”, disparou Val.

Quanto às bombas, assunto do requerimento, o vereador Cesinha (PROS) relatou que a situação realmente preocupa. De acordo com o parlamentar, quase 90% das bombas usadas para ajudar no escoamento das águas da chuva encontram paralisadas por falta de manutenção na antiga Empresa Pública Municipal de Saneamento (Esane), que hoje faz parte da Secretaria Adjunta de Saneamento, chefiada pelo irmão do vereador.

“As bombas estão todas paradas sem manutenção. Eu sei porque elas estão lá na Esane. As que estão funcionando são emprestadas, graças ao esforço do Ricardo (Pereira Moreira, irmão de Cesinha), que conseguiu esse equipamento. As da prefeitura, quase que 90% delas, estão paradas. É muito importante a prefeitura agilizar esses contratos de manutenção para que a cidade não sofra quando a chuva chegar”, alertou Cesinha.

Foto: Igor Faria

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