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Proposta de deputado estadual do PSL é alvo de crítica do presidente da Câmara de Macaé

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Em sessão ordinária da Câmara Municipal de Macaé nesta terça-feira, 1 de outubro, o presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso (CIDADANIA), criticou um projeto de lei do deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL) que quer obrigar professores da rede estadual de ensino, pública e privada, a fazer exames toxicológicos para detecção do uso de drogas ilícitas a cada 90 dias.

Para o presidente da Câmara macaense, a ideia não é ruim, mas deveria começar pela própria Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), com os deputados estaduais e assessores legislativos, ao invés de “perseguir os professores”, como colocou em suspeita, Dr. Eduardo.

“Ele daria um ótimo exemplo se começasse a obrigar os testes para os próprios deputados da Assembleia. E era de capaz de ter deputado que não ia passar, que ia ter síndrome de abstinência. Por que vai obrigar só os professores? Porque os professores divergem do presidente [Jair Bolsonaro, PSL] em questões ideológicas? Por que não começa pela Assembleia?”, criticou Dr. Eduardo.

O vereador, que já foi secretário de Saúde em Macaé, também aproveitou para alfinetar os deputados estaduais, Welberth Rezende (CIDADANIA) e Chico Machado (PSD), com reduto político no município, dizendo que desistiu de pedir manifestações contrárias à proposta por entender que eles nada fariam.

“Eu até pensei em falar com os deputados daqui e pedir para que eles se manifestassem de forma contrária à matéria lá, mas desisti porque sei que eles não farão nada, até por corporativismo”, disparou o presidente do Legislativo de Macaé.

Por fim, Dr. Eduardo, porém, acabou precisando conter os ânimos mais conservadores da Casa, já que alguns vereadores se aproveitaram das palavras do presidente do Legislativo para defender mudanças na legislação do municipal para obrigar outras categorias a fazer o exame toxicológico.

“Acho que eu atirei num lugar e acertei no outro. Se fizerem proposta para obrigar uma categoria só, eu voto contra, se for só para os vereadores, eu entro na Justiça. O que eu falei é que nenhuma categoria deveria ser perseguida dessa maneira, como os professores estão sendo nessa proposta. Se o deputado for fazer, que faça primeiro para os próprios deputados. E que, depois, seja para todo mundo. Só para alguns, não. Por quê?”, questionou Dr. Eduardo.

O projeto do deputado estadual do PSL foi protocolado na Alerj na última sexta-feira, 26 de setembro, mas ainda não passou pelas comissões da Casa, nem sequer foi apreciado pelos parlamentares.

Assim como Dr. Eduardo, a oposição da Alerj também criticou o projeto e defendeu que a matéria é inconstitucional e só visa promover a imagem do deputado do PSL junto à ala mais conservadora da opinião pública.

“Por que professores e não deputados ou juízes? É inconstitucional, arbitrário e não acredito nem que vá entrar em pauta.”, afirmou o presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), ao jornal Extra, no mesmo tom do presidente da Câmara de Macaé.

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