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Prisão do deputado estadual André Corrêa esfria disputa pela presidência da Alerj

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Prisão de 10 deputados estaduais e de 1 futuro deputado mexem com a composições articuladas para derrotar presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), André Ceciliano (PT), na próxima eleição da Casa

Com a prisão de mais 7 deputados, entre eles André Corrêa (DEM), implicados na Operação Furna da Onça, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) parece ter esfriado nos bastidores da Casa.

Considerado favorito, Corrêa, que foi elogiado durante o período eleitoral pelos vereadores de Macaé, Maxwell Vaz (SD) e Paulo Antunes (MDB), havia negociado cargos na mesa em troca de apoio de PRB, PSDB e SD, e provavelmente teria o apoio do PSL, dono da maior bancada de deputados estaduais na próxima legislatura.

Na quinta-feira, 8, a bancada do PSL admitiu articular a escolha de um nome para a disputa, já que o futuro senador do Rio, Flávio Bolsonaro, líder do partido no estado, pretendia impedir a obtenção de cargos importantes por parlamentares do PT.

Com a prisão do deputado do DEM, o nome de Márcio Pacheco (PSCO), correligionário do futuro governador, Wilson Witzel (PSC), desponta como nome para fazer frente ao presidente em exercício André Ceciliano (PT).

O surgimento do nome do único deputado do partido do governador foi noticiado pela colunista do jornal Extra, Berenice Seara, nesta sexta-feira, 9, mas como o governador já anunciou que se manterá neutro na disputa, a candidatura de Pacheco não deve ganhar força.

A jornalista diz ainda que há quem defenda a candidatura de uma mulher ou de um novato, desde que eles não tenham ligações com a base do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), preso desde 2016, e do atual, Pezão (MDB), que ainda pode ser implicado na Furna da Onça, já que seu nome aparece em uma lista de 40 políticos envolvidos no esquema, segundo delação de Carlos Miranda, um dos operadores de Cabral.

A Furna da Onça foi deflagrada nesta quinta, com a prisão de 22 envolvidos, entre eles os deputados estaduais Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (AVANTE), Marcus Vinícius Neskau (PTB), além do próprio Corrêa, e de Jorge Picciani (MDB), Paulo Melo (MDB) e Edson Albertassi (MDB), deputados presos em 2017.

Também foram alvo dos mandados de prisão o agora ex-secretário de Governo de Pezão, Affonso Monnerat; e a então subsecretária dos Programas Sociais da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, Shirlei Aparecida Martins Silva; os assessores Alcione Chaffin Andrade Fabri, Daniel Marcos Barbiratto de Almeida, Jorge Luis de Oliveira Fernandes, José Antônio Wermelinger Machado, Leonardo Mendonça Andrade e Magno Cezar Motta; o presidentes do Detran-RJ, Leonardo Jacob, e seu antecessor, Vinicius Farah (MDB), assim como a assessora de registros do órgão, Carla Adriana Pereira; além de Jennifer Souza da Silva, ligada ao Grupo Facility/Prol, que terceiriza diversas atividades do Detran-RJ.


 

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