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Presidente da Câmara Federal diz que não vai votar aumento de impostos

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Em entrevista à jornalistas em Brasília, na última segunda-feira, 28, presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) negou qualquer possibilidade de aumento de impostos ser aprovada pela Casa

Contrariando anúncios de que o governo Michel Temer (PMDB) poderia compensar a redução tributária do diesel com aumento de outros impostos, o presidente da Câmara Federa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), resolveu atacar diretamente o governo, dizendo que não vota aumento de impostos.

O deputado federal, que também é pré-candidato à presidência nas eleições de outubro deste ano, classificou como “irresponsáveis” as declarações dadas pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que afirmou no início desta semana que haverá aumento de impostos ou redução de benefícios para viabilizar a redução de tributos sobre o diesel.

Segundo a Empresa Brasil e Comunicação, órgão do governo federal, Maia teria afirmado que a Câmara não votará nenhuma proposta que aumente impostos, além de atirar contra o ministro de Temer.

“Não vai ter [aumento de imposto] porque isso aqui é uma democracia e ele [Guardia] não manda no Congresso Nacional. Aliás, o que ele fez ontem foi muito irresponsável. No momento em que estamos em crise, tentando debelar a mobilização para colocar o Brasil no eixo de novo, ele vem falar de aumento de imposto. O movimento todo tem como fundo a questão da redução de imposto. Ele fala o contrário. E ele sabe muito bem que no Congresso não haverá aumento de imposto”, afirmou.

De acordo com o presidente da Câmara, o ministro deveria ter proposto saídas para que o governo consiga receitas “sem precisar mexer em um assunto tão delicado”, pois ele estaria “botando a pouca gasolina que o governo tem na sociedade brasileira”, disse.

Questionado sobre a solução para o problema econômico, Maia apontou que o caminho seria o excesso de arrecadação vindo do aumento de preço do barril de petróleo, com royalties, participação especial e bônus.

“A expectativa é que haja excesso de arrecadação de 13 bilhões de reais só para o governo federal e de 14 bilhões de reais para estados e municípios. O projeto de cessão onerosa, se for acelerado, pode garantir arrecadação extra para o governo da ordem de 40 bilhões de dólares. Não podemos brincar com o momento em que o país vive. Não há espaço para aumento de imposto”, insistiu Rodrigo Maia.

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