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Presidente da Câmara de Macaé comenta possibilidade de implementar sessão por videoconferência na Casa

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Com as sessões suspensas e o atendimento presencial paralisado desde o último dia 17 de março devido à pandemia do coronavírus, a Câmara Municipal de Macaé segue com suas atividades burocráticas sendo realizadas home office.

Apesar de na última segunda-feira, 30 de março, o presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso (CIDADANIA), ter comentado haver a possibilidade do Legislativo macaense repetir o que vem sendo feito na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), que está, desde a semana passada, realizando sessões por videconferência, a medida ainda pode demorar.

Por telefone, Dr. Eduardo, que estava voltando de uma viagem ao Rio de Janeiro na companhia do deputado estadual e ex-vereador macaense, Welberth Rezende (CIDADANIA), explicou que, no momento, a maior preocupação da presidência da Casa é evitar o contágio dos servidores e vereadores.

“Ainda não estamos pensando nisso, para ser sincero. A ideia é aguardar até o final de semana, já que suspendemos as atividades até 3 de abril (esta sexta-feira). Essa doença não tem tratamento nem vacina. Nossa maior preocupação é não se contaminar nem contaminar ninguém. E para isso, por enquanto, só existe uma saída que é o isolamento social”, falou o presidente da Câmara.

Dr. Eduardo disse ainda que a ideia inicial das decisões de suspender as sessões legislativas como prevenção à pandemia do novo coronavírus era de que o Legislativo usasse o recesso de julho para realizar as sessões suspensas nestes meses de março e abril.

O presidente da Casa ainda brincou, como havia feito na sessão extraordinária da última segunda-feira, após sugestão das sessões por videoconferência do vereador Dr. Marcio Barcelos (MDB), que, pelo pouco contato com as novíssimas ferramentas digitais, poderia ter dificuldade em participar das sessões remotas.

Mas a presença do ex-vereador Welberth e a experiência com as sessões na Alerj deixaram Dr. Eduardo menos preocupado com a possibilidade do Legislativo macaense repetir o que vem fazendo o Legislativo estadual.

“A ideia lá foi de manter o parlamento aberto. Assim como vários trabalhadores continuaram trabalhando de casa, home office, a Alerj também entendeu que poderia continuar trabalhando, com cada deputado de sua própria casa, o que é de suma importância para o Estado nesse momento. As sessões estão sendo feitas todas no mesmo dia. Antes eram duas sessões ordinárias, terça e quarta, e uma extraordinária, na quinta. Agora são 3 sessões no mesmo dia, uma seguida da outra, todas por videoconferência. E funcionam muito bem. O presidente [deputado estadual André Ceciliano, PT] preside de casa; quando ele fala, todos fecham o microfone. Não teve nenhum problema. Está funcionando muito vem. Mas não discutimos requerimentos. Só projetos de lei relacionados ao coronavírus”, contou Welberth.

Por fim, a experiência com as sessões remotas que vem sendo realizadas na Alerj contadas pelo ex-colega de plenária na Câmara de Macaé deixou Dr. Eduardo menos receoso com a possibilidade de implementar a ideia.

“Quem sabe? Vou conversar com Welberth para ver como funciona. Vamos estudar essa possibilidade com calma para entender como funciona e como podemos fazer. Vou ver isso. Pode ser uma possibilidade”, reavaliou Dr. Eduardo.

Vale lembrar que, assim como aconteceu na Alerj, a Câmara Municipal de Macaé precisaria, entre outras medidas, alterar seu Regimento Interno para permitir a realização de sessões plenárias no formado virtual, por videoconferência, como acontece no Legislativo estadual.

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