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Presidente da Câmara de Macaé anuncia todos os seus votos para estas eleições gerais e reafirma seu apoio a Welberth e Comte

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Novamente fora da cadeira da presidência do Legislativo macaense, durante o Grande Expediente da sessão desta terça-feira, 11, Dr. Eduardo Cardoso (PPS) anunciou seus escolhidos e avisou que não aceitará ameaças nestas eleições gerais

Contrariando o clima de incertezas políticas em que o país está mergulhado com tantos escândalos de corrupção, discursos de ódio, atentados contra políticos e as eleições gerais que se aproximam, que têm seu 1º turno marcado para o dia 7 de outubro, o presidente da Câmara Municipal de Macaé, Dr. Eduardo Cardoso (PPS) resolveu “botar a cara a tapa” e anunciou, sem cerimônia, os seus candidatos.

Apesar de não haver mistério sobre a escolha do ex-secretário de Saúde quanto ao deputado estadual, já que o presidente municipal de seu partido, o vereador Welberth Rezende (PPS), concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), o clima nos bastidores do Legislativo municipal não é dos melhores, principalmente depois das recentes declarações do vice-presidente da Casa, Julinho do Aeroporto (MDB), que também pleiteia a cadeira no Legislativo estadual.

Líder do governo, Julinho já se mostrou por diversas vezes incomodado com a falta de apoio, tanto do próprio governo, quanto de antigos aliados, como o próprio Dr. Eduardo, com quem compõe a chapa da presidência da Câmara há alguns mandatos.

No Grande Expediente da curta sessão desta terça-feira, 11, Dr. Eduardo deixou momentaneamente a cadeira da presidência e usou o palanque para, com uma colinha nas mãos, revelar suas escolhas de votos.

“Eu não gosto de fazer política sem vontade. Tem que ter tesão para fazer política, [Leonel] Brizola já falava isso. Eu tenho vida política muito bem definida. Todo mundo sabe em que eu vou votar. E isso sempre foi assim. Às vezes desagrada uns, outras vezes, desagrada a outros, até amigos, até o próprio PPS, que de vez em quando tem um complexo de coxinha que também me desagrada. Mas nessas eleições, nem na Câmara se sabe em que os colegas vão votar. Tem alguns vereadores que se inibem, e às vezes até eu mesmo, então eu trouxe aqui a minha lista de quem eu vou votar”, começou Dr. Eduardo.

Em seguida, veio a lista, com os nomes e as justificativas dos votos para cada um deles. Com seu bom humor característico, Dr. Eduardo demonstrou diversas inclinações à esquerda e se revelou preocupado com os avanços do que ele chamou de “direita conservadora” no cenário político nacional.

“Para presidente, meu voto é no Lula (PT). E se o Lula não puder ser candidato, eu voto em quem ele indicar. Isso está claro para mim. Voto em qualquer um que ele indicar. Não, qualquer um não. Se ele indicar o Bolsonaro, aí desculpa, Lula, mas em Bolsonaro eu não voto. Em qualquer outro, eu voto em quem ele indicar. Deve ser o Haddad, então meu voto é no Haddad. Simples”, revelou o presidente da Câmara de Macaé.

Bem humorado, mas sem se estender muito, o vereador, que está em seu 7º mandato como parlamentar no município, confirmou seu voto para governador brincando com a ordem da chapa que reúne o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM) e o deputado estadual do Rio, Comte Bittencourt (PPS).

“Para governador eu voto Comte. Há mais de 20 anos que eu voto nele e não seria diferente agora. Como para votar no Comte, eu tenho que votar no Paes, então meu voto para governador é Comte e Paes. Quero dizer, Paes e Comte”, se confundiu.

Como nessas eleições, todos os estados e o Distrito Federal elegerão 2 senadores, Dr. Eduardo se disse na dúvida apenas nesses cargos, mais precisamente no segundo voto, já que o primeiro será em Lindbergh (PT).

“Tenho dificuldade em votar contra amigo. Desde que Maxwell [Vaz] (SD) e Luciano [Diniz] (MDB) me apresentaram o senador Lindbergh, tivemos uma relação muito boa, então meu primeiro voto vai para ele. No segundo, eu estava propenso a votar no César Maia (DEM), mas com o avanço dessa direita conservadora, eu estou mais inclinado a votar com a esquerda, ou com Chico Alencar (PSOL) ou Miro [Teixeira] (SD). Ainda mais se eles tiverem sucesso nas eleições para presidente, é bom termos um Senado mais fiscalizador, mais à esquerda. Até semana que vem, eu resolvo em qual dos dois vai ser e aviso aqui”, analisou o vereador.

Para deputado federal, sem “conversa fiada”, Dr. Eduardo disse que não vai votar nos candidatos da região e não vê o menor problema nisso, contando que muitos dos que hoje são candidatos a deputado federal, já votaram e candidatos “de fora” em outras eleições.

Além disso, teceu vários elogios ao ex-prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), pelo trabalho feito na gestão municipal, a qual o presidente do Legislativo macaense chamou de “socialista” e “que soube dividir as riquezas com a população”.

“Eu sempre defendi um município socialista e Quaquá conseguiu implantar isso em Maricá. Transporte gratuito, escola de qualidade, saúde que funciona, moeda própria que só vale no comércio local para fomentar a economia municipal. Ele fez lá até uma poupança para os jovens estudantes da rede pública municipal que forem ingressar na faculdade poderem pagar esses custos. Governo socialista é isso, é um governo que consegue socializar as riquezas e dividir as riquezas com a população. Não quero todo mundo pobre. Isso eu nunca defendi. Eu quero todo mundo rico”, defendeu Dr. Eduardo.

Por fim, depois de anunciar publicamente seu apoio a Welberth, o presidente da Casa avisou que, do alto de sua longa experiência na vida pública, não aceitará ameaças e pediu para que os colegas não venham pedir voto, “porque eu não gosto de ter que dizer não” para amigos.

“Espero que respeitem minhas decisões, como eu respeito as de todos aqui. Espero que ninguém se sinta agredido também, porque minhas escolhas não são para agredir ninguém, são as minhas escolhas. Agora, se alguém não entender, não posso fazer nada também. Eu não dormiria bem se não votasse com as minhas escolhas, com o que eu acredito. Não tentem me intimidar, porque eu estou aqui há muito tempo e não caio mais nessas coisas”, finalizou.


 

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