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Prefeitura de Rio das Ostras trabalha para tentar recuperar a cidade

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Com apenas 10 dias de governo, a nova gestão que assumiu a Prefeitura de Rio das Ostras no primeiro dia do ano, segue trabalhando para tentar recuperar diversas áreas da cidade que parecem ter sido abandonadas pelo governo anterior.

“Apesar da grande dívida deixada pelo governo anterior, a atual administração tem buscado soluções usando a criatividade, o trabalho e o empenho dos servidores para recolocar Rio das Ostras no caminho do desenvolvimento, tendo em vista o estado de abandono que o município se encontra em todas as áreas”, informou a prefeitura.
Desde que reassumiu o governo que deixou em 31 de dezembro de 2012, o Prefeito Carlos Augusto Balthazar (PMDB) vem lutando para manter a Saúde do município funcionando, tamanho o estado de abandono com que encontrou diversas unidades.

Segundo a prefeitura, a maior preocupação é com o Hospital Municipal e o Pronto-Socorro, onde foram detectados os principais problemas, como camas hospitalares sem colchão ou danificadas, mesas cirúrgicas abandonadas, equipamentos como tomógrafo, endoscópio e videolaparoscópio, quebrados, além do sistema de refrigeração e réguas de oxigênio sem manutenção e da falta de insumos em geral.

“No depósito da Secretaria de Saúde também foram encontradas 70 caixas lacradas de filmes de mamografias vencidos, material odontológico, como cimento odontológico, seringas, insumos em geral, bem como 30 bobinas de papel para esterilização e 100 galões de 20 litros de revelador e fixador para mamografias, todos vencidos”, revelou a prefeitura.
De acordo com o Secretário de Saúde, Marcelino Borba, o prejuízo chega próximo a 5 milhões de reais com equipamentos quebrados, além de remédios e insumos vencidos. “Houve um desperdício muito grande por má administração, já que a prefeitura contava com profissionais que não tinham condições de trabalho”, disparou o secretário, que atuou como vereador durante o mandato passado.

Marcelino, que já tomou posse avisando que pretende reorganizar a Saúde do município e prometeu melhorar a qualidade no atendimento à população, lembrou também que a atual administração está trabalhando para conseguir essas melhorias.

“Conseguimos voltar a fazer exames de tomografia computadorizada, tanto emergenciais quanto ambulatoriais, serviço que foi interrompido na gestão anterior”, anunciou o secretário.
De acordo com ele, as tomografias estão sendo feitas em clínica conveniada do Sistema Único de Ssaúde (SUS), em São Pedro da Aldeia, onde esses exames já poderiam estar sendo realizados.

“Também vamos encaminhar para o mesmo lugar pacientes que precisam de mamografia e densitometria óssea, exames que também não estavam sendo realizados”, explicou Marcelino, ressaltando que além do atendimento nas clínicas conveniadas, o município está trabalhando para retomar a realização de mamografia e tomografia na rede municipal.
A prefeitura anunciou ainda que o atendimento do Posto de Saúde da Boca Barra será deslocado para o Posto Dona Edméia, em Nova Esperança, devido à falta de condições de trabalho para os profissionais naquela unidade.
Lazer e Turismo – Mas a Saúde não é a única área abandonada na cidade. No mês em que o município mais recebe turistas por conta das férias escolares, os visitantes encontram pontos turísticos totalmente depredados, como acontece em Costazul, onde um dos principais cartões postais da cidade, seus quiosques em forma de estrela-do-mar, estão em ruínas, assim como o deque da praia.

Além de Costazul, outras orlas da cidade ficaram sem manutenção, como a Praça da Baleia e a Lagoa de Iriry, que estão também com vários problemas.

“Os bancos e as rampas de Costazul estão quebrados e com as tábuas soltas, podendo causar acidentes. As lixeiras estão quebradas e em várias partes. A vistoria feita na Praça São Pedro, no Centro, também comprovou o estado precário dos equipamentos, brinquedos, bancos, rampas e lixeiras no local”, contou a prefeitura.

Assim como as praias, outras áreas de lazer do município estão abandonadas, como o Parque da Cidade e a Vila Olímpica. No Parque da Cidade, em Nova Cidade, a unidade está com a quadra poliesportiva e o campo de futebol society destruídos e sem condições de uso, bem como as piscinas, que estão com água sem tratamento.

“O mobiliário urbano do local está quebrado e as dependências estão sem limpeza e com entulhos”, disse a prefeitura, que foi obrigada a suspender todos os projetos que são desenvolvidos no local, pela falta de condições de uso do espaço.
O mesmo acontece em outras áreas, como a Vila Olímpica, que já tinha sido mencionada por Carlos Augusto em entrevista coletiva na semana passada. De acordo com a prefeitura, o vandalismo destruiu telhados e portas da unidade, entre outras instalações da Vila.

“As placas de grama sintética do campo de futebol society estão soltas, a pista de atletismo está com buracos e as demais dependências também se encontram sem manutenção e com portas e janelas quebradas”, revelou a prefeitura, avisando que teve que suspender todos os projetos esportivos no mês de janeiro por conta do risco aos participantes.

Manutenção – Para tentar resolver o problema, mesmo sem recursos, a prefeitura informou que equipes de manutenção e limpeza das secretarias de Ambiente e de Serviços Públicos estão nas ruas mapeando as áreas mais críticas e dando início às primeiras ações de manutenção dos espaços públicos do município.

Tunan Teixeira

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