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Prefeitura de Rio das Ostras nega veracidade de imagens na internet sobre situação precária na estrutura do Pronto-Socorro

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Unidade que já foi referência no atendimento de saúde da cidade, o Pronto-Socorro Municipal de Rio das Ostras não vive bons momentos, sendo constantemente alvo de reclamações e críticas dos moradores da cidade.

No início desse mês, imagens publicadas em blogs e redes sociais, porém, assustaram quem não conhece o interior da estrutura, que foi inaugurada durante a segunda gestão do ex-prefeito Alcebíades Sabino (PSDB), e que, em 2016, correu o risco de ser fechada.

As imagens mostram camas em situação deplorável, mobílias quebradas, e falta de equipamentos. Em uma delas, em uma sala que deveria servir para descanso dos médicos, as camas aparecem com colchões rasgados, e sacolas de lixo e papelão no lugar dos vidros quebrados das janelas.

O mais grave é que, durante sua última gestão à frente do município, entre 2013 e 2016, é que o mau estado dos móveis da unidade não é novidade, já que o próprio Sabino usou o sucateamento não apenas dos móveis, mas também da aparelhagem, das instalações elétricas e hidráulicas, e principalmente, da estrutura do prédio como justificativa para tentar transferir o Pronto-Socorro para o prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Âncora.

Desde então, a cidade passou por outros 3 prefeitos, Carlos Augusto Balthazar (MDB), eleito em outubro de 2016, mas que foi cassado em 2018, o vereador Carlos Afonso (PSB), que assumiu interinamente, entre maio e junho do mesmo ano, e o atual prefeito, o ex-vereador Marcelino da Farmácia (PV), que venceu as eleições suplementares de junho de 2018.

Em fevereiro desse ano, durante audiência pública sobre a contratação de uma Organização Social (OS) para administrar a UPA do Âncora, medida que, inclusive, foi considerada equivocada pelo Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) em abril, houve unanimidade nos discursos sobre a descentralização dos atendimentos do Pronto-Socorro.

Depois de 3 anos e 4 prefeitos, a unidade continua enfrentando os mesmos problemas, com filas enormes, demora no atendimento aos pacientes e o sucateamento da estrutura, apesar das tentativas da prefeitura em minimizar a situação.

Contando apenas publicações de 2019, o site da prefeitura registra informações de informatização do sistema do Pronto-Socorro, além de aquisição de novas ambulâncias e equipamentos como mesas de exames, desfibriladores, eletrocardiógrafo, reanimador pulmonar, bombas de infusão contínua, suportes para soro, macas, camas para pacientes, entre outros.

Em nota, a prefeitura diz que as fotos que circulam em blogs e redes sociais são antigas, e que a situação do Pronto-Socorro não é aquela registrada nas imagens, assim como garante que tem trabalhado para melhorar a qualidade do atendimento e da estrutura da unidade.

“A Prefeitura de Rio das Ostras informa que vem trabalhando constantemente na estruturação e melhorias das unidades de saúde do município, como o Pronto-Socorro, que este ano foi informatizado e recebeu vários equipamentos novos, além da manutenção do básico como macas, colchões e outros itens importantes para o bem-estar dos pacientes. A manutenção elétrica também se encontra em ordem e não há janelas quebradas”, explica o governo municipal.

Na nota, a prefeitura aproveita ainda para esclarecer que o elevador do Hospital Municipal está fora de serviço há mais de 3 anos, mas que já está licitando empresa para, em breve, colocá-lo em funcionamento.

“Assim como o Pronto-Socorro, a unidade [o hospital] este ano também foi informatizada e ganhou um projeto de eficiência energética, com a implantação do sistema fotovoltático (captação da luz do sol) que traz uma maior economia para os cofres públicos. Dentre as melhorias do hospital foi realizada a instalação de 40 equipamentos de ar condicionado e a troca de aproximadamente 1.500 lâmpadas para o tipo led”, concluiu a prefeitura.

As melhorias no hospital foram determinadas pela Justiça e confirmadas depois pela 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ). Em abril desse ano, o MPRJ recomendou que a prefeitura não firmasse contratação de OS por entender que a medida contrariava outra decisão judicial, determinando a realização de um concurso público para a área da Saúde.

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