Mídias Sociais

Política

Prefeito de Macaé e equipe da Secretaria de Saúde esclarecem dúvidas sobre pandemia e vacinação na Câmara Municipal

Avatar

Publicado

em

 

A Câmara Municipal de Macaé recebeu, em sessão ordinária na manhã desta terça-feira, 13, o prefeito Welberth Rezende (CIDADANIA) e sua equipe da Secretaria de Saúde para informar e esclarecer dúvidas sobre a situação da pandemia do coronavírus na cidade.

Em formato semipresencial, com alguns vereadores participando de maneira virtual, a Casa recebeu ainda a secretária de Saúde, Liciane Furtado, o secretário adjunto de Alta e Média Complexidade, Antônio Soares, e o secretário adjunto de Atenção Básica, Luiz Carlos Braga, que auxiliaram o prefeito a esclarecer questões também sobre a vacinação no município.

De acordo com o secretário adjunto de Atenção Básica, que faz parte do comitê técnico e científico de combate ao coronavírus na cidade, 65% das pessoas com idade acima de 60 anos já foram vacinadas em Macaé, assim como 65% de todos os profissionais de Saúde do município.

Sobre o quantitativo da 2ª dose, que alguns vereadores vêm pedindo para que sejam aplicadas como 1ª dose, Luiz Carlos Braga explicou que essa diretriz de guardar as doses destinadas para a 2ª dose é do Plano Nacional de Imunização (PNI), porque o governo federal não tem um cronograma exato para o envio de novas doses.

“A gente não sabe quando vai chegar [mais vacinas]. Se essa 2ª dose não estiver na geladeira esperando para ser aplicada, perdemos a 1ª dose”, ponderou o prefeito.

Por isso, a recomendação do PNI é de guardar as doses da 2ª dose para que as pessoas não tomem a 1ª dose e falte a 2ª, o que invalidaria a aplicação da 1ª, sem imunizar a população, já que a imunização acontece apenas com a aplicação das duas doses.

“Não tem como fazer uma previsão porque a gente não tem previsão por parte do governo [federal]. Chegariam hoje (terça, 13) mil e poucas vacinas, totalizando pouco mais de 40 mil vacinas. Ligaram ontem dizendo que chegaria hoje. Já cancelaram. Temos mil e poucas vacinas sobrando, porque o restante é 2ª dose. Já vem carimbado que é 2ª dose. Eles já mandam assim”, explicou Welberth Rezende.

O prefeito explicou também que a falta de um cronograma, os atrasos na entrega das vacinas, e a quantidade insuficiente das doses impede a prefeitura de acelerar o processo de vacinação no município, e também atrapalha a criação de um calendário fixo.

“Como é que a gente vai vacinar as pessoas de 64 anos sem saber quando chega a vacina? Estive com o governador [em exercício, o vice-governador Cláudio Castro, PSC] e cobrei vacina, cobrei insumos, cobrei kit de intubação. Ele disse, ‘a gente também não sabe quando chega; quando o governo federal manda, a gente não deixa esquentar não, a gente bota no helicóptero e manda para vocês’. Pode fazer calendário de vacinação? Pode. Mas a gente pode não cumprir porque não sabe quando as vacinas chegam. Eles ligam na véspera para avisar. E hoje já ligaram cancelando”, contou Welberth Rezende.

Durante a sessão da manhã desta terça-feira, o prefeito contou também que a prefeitura vem trabalhando para ampliar a rede de atendimento do município, com a criação de mais 2 Centros de Triagem de Pacientes com Coronavírus (CTC), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Barra de Macaé, e no Hospital Público Municipal da Serra (HPMS), em Trapiche, na região serrana.

Também revelou que, desde o início de seu mandato, que começou no dia 1 de janeiro deste ano, o número de leitos de enfermaria aumentou de 62 para 172, com a previsão da abertura de mais 50 nos próximos 3 meses, e que os leitos de Centro de Tratamento Intensivo (CTI) aumentou de 53 para 67, graças a parceria com o Hospital São João Batista (HSJB), e que a previsão é de que o governo municipal consiga abrir mais 15 leitos de CTI ainda nos próximos meses.

Welberth Rezende garantiu que o município trabalha para manter a lisura e a transparência do processo de vacinação, revelando que 14 processos administrativos disciplinares já foram abertos para investigar denúncias de irregularidades no processo.

Segundo o prefeito, caso haja irregularidades, tanto quem tomou a vacina, quanto quem aplicou serão responsabilizados judicialmente, assim como qualquer órgão do governo ou empresa privada que venham a fraudar o processo de vacinação.

“O governo não vai passar a mão na cabeça de ninguém. Tinha denúncia que gente vendendo exame, teste de coronavírus dentro do HPM (Hospital Público Municipal). Já entrei com ação cível e criminal. Se houver irregularidades, vamos entrar na Justiça. Seremos intolerantes com essas coisas”, afirmou ele.

Sobre a aplicação de doses excedentes da vacinação ocorrida no último dia 27 de março em profissionais de Saúde da Unimed, o prefeito revelou que a própria Unimed explicou que alguns profissionais listados com cargos como pintor e técnico de tecnologia da informação (TI) atuam diretamente dentro dos CTIs, estando, por tanto, aptos a receber as doses, mas ressaltou que, em caso de irregularidades, a empresa terá que responder judicialmente.

Mais lidas da semana