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PGJ do Estado do Rio questiona pedido de federalização das investigações sobre as execuções de Marielle Franco e Anderson Gomes

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Tentando evitar a federalização das investigações das execuções da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), e de seu motorista, Anderson Gomes, pedido pela agora ex-procuradora-geral da república, Raquel Dodge, o procurador-geral e Justiça do Estado do Rio, Eduardo Gussem, defendeu que as investigações devem continuar no âmbito estadual.

Em ofício enviado nesta quarta-feira, 18, Eduardo Gussem destaca o “trabalho integrado e colaborativo que vem sendo realizado entre os diversos órgãos encarregados da persecução penal”, bem como sublinha o “desacerto da pretensão de federalização diante da postura efetiva e independente dos órgãos estaduais para levar a cabo, em toda a sua extensão, a investigação criminal”.

No início da semana, a Raquel Dodge apresentou denúncia apontando o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), Domingos Brazão, como autor intelectual das execuções, além de outras 4 pessoas que estariam ligadas aos crimes.

Segundo a denúncia apresentada pela ex-procuradora-geral da república, Brazão teria, com ajuda de integrantes da Polícia Federal e da Polícia Civil do Rio, influenciado as investigações para impedir a descoberta dos mandantes e dos autores das execuções, motivo pelo qual Dodge pediu para que o caso saísse do âmbito estadual e passasse ao âmbito federal.

No ofício, além de parabenizar o novo procurador-geral interino, Alcides Martins, o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio registra os sucessivos encontros realizados com os familiares e advogados das vítimas, o último deles ocorrido na sede do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), na  última segunda-feira, 16, quando reafirmou que “a elucidação das mortes de Marielle e Anderson Gomes é prioridade para o MPRJ”.

Gussem disse ainda às famílias e advogados das vítimas que as investigações estão sendo acompanhadas, não apenas pela comissão de promotores formada para o caso, mas por todas as instâncias superiores da instituição, principalmente pela Procuradoria-Geral de Justiça do Estado (PGJ).

Apesar da contrariedade do procurador-geral de Justiça do Estado, e de sua tentativa em enaltecer o andamento das investigações, desde as execuções de Marielle e Anderson, em março de 2018, nenhum dos mandantes nem mesmo os motivos dos crimes foram apontados pelas autoridades estaduais, resultando em uma cobrança que se estende não apenas por familiares das vítimas e parlamentares do PSOL, mas por parte da sociedade.

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