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Participação pelas redes sociais muda processo político e eleitoral na região

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“Essa será a primeira eleição que nós teremos como protagonista as redes sociais”. É assim que o Secretário de Governo de Macaé, Léo Gomes, define o crescimento do uso das ferramentas digitais por candidatos e eleitores.

Na vida política desde 2004, quando o PT – então partido de Léo – tentava emplacar o vice na campanha de Fred Kohler, então no PMDB, à prefeitura da cidade, o secretário acredita que o aumento da importância das redes sociais nas eleições desse ano está diretamente ligado ao crescimento do processo democrático.

“Fica mais democrático, sem dúvida, porque acaba com aquela história das campanhas milionárias. Para nós, do governo, é bom porque a gente faz uma política pautada pela transparência e pela participação popular, então as redes sociais são mais parceiras que adversárias”, defende Léo Gomes.

De fato, há alguns anos, principalmente a partir de 2013, a participação popular no debate eleitoral eclodiu em todo país com as campanhas em prol das manifestações contra os aumentos das passagens de ônibus, na maioria das vezes, organizadas pelas páginas no Facebook, Twitter e WhatsApp.

Desde então, o país atravessa uma crise política que abalou até mesmo o governo, com o impeachment da Presidente Dilma Rousseff, cuja maior força veio das redes sociais, em campanhas feitas por grupos com ligações com partidos pró-impeachment.

Além disso, é através das redes sociais que parte da população – seja ela pró ou contra o candidato – pode acompanhar mais de perto os passos dos seus pretensos representantes, assumindo um papel fiscalizador quanto à atuação dos políticos.

Entretanto, embora acredite que as ferramentas sejam benéficas para o processo democrático e político do país e da cidade, o Secretário de Governo percebe que o que pode ser usado para melhorar, também pode ser usado para dificultar.

“Tem o lado ruim também, porque demonstra a falta de caráter das pessoas. Uma coisa é a crítica. Outra é a calúnia. Com as redes sociais, muitas pessoas se aproveitam para criar fakes e divulgar inverdades e espalhar boatos”, ressalta.

Para ele, entretanto, o aumento do uso das redes sociais não apenas pelos eleitores, mas pelos candidatos deixam o jogo político mais igualitário, já que o dinheiro passa a não ser mais definidor da voz que será ouvida.

Outra vantagem, segundo Léo Gomes, é que as redes sociais estão a caminho de acabar com um dos fatores mais polêmicos e controversos da polícia nacional, que é o cabo eleitoral, pois as redes sociais estariam cada vez mais tomando os lugares de “mediadores” entre os candidatos e a população.

“Hoje, campanha eleitoral não tem mais segredo. É rede social e ir de casa em casa. Eu acho que, com isso, está acabando essa profissão de cabo eleitoral; acho que isso é algo que não dura muito mais tempo não. As redes sociais tornaram o processo político mais participativo, mais argumentativo, e é assim que a gente gosta de trabalhar”, conclui.

Tunan Teixeira

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