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Operação da Polícia Federal que apura compra de votos em Campos derruba mais um vereador

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Vereador suplente em Campos, Carlinhos Canaã foi o 6º parlamentar afastado do cargo devido Operação Chequinho, que investiga esquema para compra de votos em eleições municipais

A Operação Chequinho, que apura compra de votos em eleições municipais de Campos dos Goytacazes, derrubou mais um vereador, dessa vez Carlinhos Canaã (PTC), que teve a perda de mandato determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio (TRE-RJ) na última terça-feira, 11.

O nome da operação é uma referência ao programa social Cheque Cidadão, que beneficiava diversas famílias em situação de baixa renda no município, e que foi cancelado pelo atual prefeito, Rafael Diniz (PPS).

Carlinhos era substituto do vereador Thiago Virgílio (PTC), condenado em segunda instância na operação, e vai deixar a Câmara de Campos pelo mesmo motivo, dando espaço para a convocação de Beto Cabeludo (PTC).

A decisão foi tomada pelo colegiado do TRE-RJ e a previsão é de que o cartório eleitoral de Campos encaminhe o documento ao parlamento municipal. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas, como os demais condenados, fora do cargo.

Canaã participou da sessão da última terça no Legislativo campista, quando foi aprovada, por unanimidade, lei de acesso à informação para o parlamento.

Em 2017, o primeiro suplente chegou a ocupar uma cadeira na Câmara até junho, quando Virgílio conseguiu ser empossado, mas o vereador foi impedido de ser diplomado, assim como aconteceu com Jorge Rangel (PTB), Kellinho (sem partido), Linda Mara (PTC), Miguelito (PSL) e Ozéias (PSDB).

Carlinhos Canaã voltou a ocupar uma cadeira na Câmara no mês passado, quando Virgílio foi afastado novamente por decisão judicial, o que já derrubou os vereadores Jorge Magal (SD) e Vinicius Madureira (PRP), além dos 5 citados acima.
Além deles, ainda falta ser julgado pelo TRE-RJ, o vereador Thiago Ferrugem (PR), e o próprio ex-governador do Rio, apontado como chefe da quadrilha, Anthony Garotinho (PRP), preso duas vezes em 2017, e que está em liberdade graças a Habeas Corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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