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Operação Chequinho faz nova vítima e ex-subsecretário de Campos é preso pela Polícia Federal

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Esquema de corrupção em programa social da prefeitura envolvia secretários de governo e vereadores, segundo a PF

 

 

Tunan Teixeira

 

Nesta sexta-feira, 7, a Operação Chequinho, da Polícia Federal, que investiga compra de votos usando o benefício do programa social Cheque Cidadão, da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, fez mais uma vítima.

O último a ter seu nome envolvido no esquema foi o ex-subsecretário de governo, Alcimar Ferreira Avelino, que foi preso em operação da PF nesta sexta, na cidade do Rio de Janeiro.

Alcimar ocupou o cargo no governo da ex-prefeita Rosinha Garotinho (PR), e teve a prisão temporária decretada pela 100ª Zona Eleitoral (ZE), na investigação que, que já resultou na prisão do ex-governador Anthony Garotinho (PR), então Secretário de Governo da esposa e ex-prefeita.

Alcimar era considerado foragido pela PF e foi preso em casa. A polícia também cumpriu 3 mandados de prisão domiciliar contra o ex-vereador Miguelito (PSL) e contra Gisele Kock, ex-coordenadora do programa Cheque Cidadão, além de Ana Alice Ribeiro Lopes Alvarenga, ex-secretária de Desenvolvimento Humano e Social, e também há um mandado a ser cumprido contra o ex-vereador Ozeias Martins (PSDB).

Ana Alice Ribeiro e Gisele Koch, presas em outubro de 2016, antes de Garotinho, que foi preso em novembro, foram liberadas do presídio feminino Nilza da Silva Santos em novembro depois de conseguirem Habeas Corpus, enquanto o ex-governador pagou fiança de 88 mil reais para sair do presídio em Bangu.

No dia 28 de março, 5 testemunhas de acusação do Ministério Público na Operação Chequinho foram ouvidas na audiência de instrução e julgamento no Fórum Maria Tereza Gusmão Andrade, em Campos.

Em nota, o advogado de Alcimar, Fernando Fernandes, afirmou que a decisão do juiz Ralph Manhães é um “grande erro jurídico burocrático totalmente desvinculado da realidade”.

Ainda segundo o advogado, a decisão se tornou sem efeito por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que mantinha os denunciados livres.

“Ao restabelecer as prisões temporárias e substituí-las por medidas alternativas o juiz comete um grande equívoco que esperamos que seja corrigido”, disse Fernandes.

 

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