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Obras para construção dos hospitais de campanha de Campos e Casimiro seguem sem data para conclusão

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Em meio às investigações e suspeitas de diversas irregularidades em contratos sem licitação para compras relacionadas ao combate da pandemia do novo coronavírus, a Organização Social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS) e o Governo do Estado ainda não garantem a construção dos hospitais de campanha em Campos dos Goytacazes e Casimiro de Abreu.

As informações foram divulgadas na noite desta segunda-feira, 1 de junho, pela Agência Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), órgão oficial do governo federal, que segue em “pé-de-guerra” com o governo fluminense, e se referem a uma reunião entre o governador Wilson Witzel (PSC) e representantes do IABAS.

Na semana passada, o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) recomendou a paralisação dos pagamentos feitos pelo Estado para a OS, responsável pelas pela construção e operação de 7 hospitais de campanha em território fluminense.

A reunião entre o governo estadual e representantes do IABAS teria terminado sem acordo para a conclusão das obras dos hospitais de campanha, mas a OS teria aceitado a decisão de transferir a gestão das unidades para um consórcio privado.

Em contrapartida, a OS se comprometeria a apenas concluir as obras, dentre as quais, as de Campos e Casimiro, mas os representantes do consórcio solicitaram mais detalhes sobre as unidades e sobre o contrato estabelecido com o Governo do Rio.

“O próximo passo é a questão legal, documental. As áreas jurídicas do IABAS e do consórcio privado precisam conversar e haverá visitas técnicas a partir de amanhã (2). Precisamos de uma resposta rápida para a população. Não é uma negociação fácil, mas estamos trabalhando para conseguir o mais brevemente possível. Queremos o aval dos órgãos de controle para fazer essa ação e estamos chamando o Ministério Público do Estado do Rio para participar”, contou o secretário estadual de Saúde, Fernando Ferry, à Agência Brasil, na noite desta segunda.

O problema para região é que, de acordo com a reportagem, o IABAS teria garantido a entregar ainda esta semana apenas as obras dos hospitais de campanha de São Gonçalo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Nova Friburgo, deixando de fora das prioridades as unidades de Campos e Casimiro.

Com uma verba de mais de 830 milhões de reais, todos os hospitais de campanha do Estado deveriam ter sido entregues no final de abril, mas apenas a unidade do Maracanã está funcionando, mas sem a capacidade máxima.

Tanto em Campos quanto em Casimiro, o prazo inicial para a entrega das obras era para o dia 30 de abril, mas, mesmo antes das investigações da Polícia Federal (PF) que levaram à troca do secretário estadual de Saúde do Rio, o prazo acabou adiado duas vezes, primeiro para 25 de maio, e agora para 12 de junho.

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