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Presidente da Câmara de Macaé critica cobrança pública de controlador da prefeitura sobre recursos do Bolsa Alimentação

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Em sessão extraordinária por videoconferência realizada na manhã desta terça-feira, 2 de junho, pela Câmara Municipal de Macaé, o presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso (PODE), criticou a postura do controlador geral do município, Luiz Carlos Cunha.

Em audiência pública, também por videoconferência, realizada na última semana, para apresentação das metas fiscais da prefeitura no 1º quadrimestre, o controlador teria cobrado da Casa o pagamento de nova parcela dos 5,3 milhões de reais do Fundo do Legislativo, destinados pela Câmara para o Bolsa Alimentação.

Em sessão extraordinária realizada no último dia 30 de março, todos os 17 vereadores de Macaé aprovaram a destinação do valor para dobrar a proposta inicial de 100 reais da prefeitura para o auxílio emergencial destinado aos cerca de 42 mil alunos matriculados na rede pública municipal de ensino.

De acordo com Dr. Eduardo, a Câmara já pagou uma parte desse valor, o que representaria 70% de todos os pagamentos feitos pela prefeitura aos quase 99% dos alunos da rede pública municipal de Educação que se cadastrou para receber o benefício.

“Eles não pagaram quase nada ainda. Eles que paguem primeiros os 30% do que eles devem, depois os outros 70%, e aí a gente paga a 2ª parte. Eles nem pagaram a parte deles ainda. Achei muito descortês dele vir fazer essa cobrança aqui, publicamente”, disparou Dr. Eduardo Cardoso.

O Bolsa Alimentação, que deve iniciar o pagamento da 2ª parcela para os alunos cadastrados nesta quarta-feira, 3, de maneira escalonada, foi criado pelo prefeito Dr. Aluizio (PSDB), em março, após decretos do governador Wilson Witzel (PSC), paralisando todas as aulas, tanto da rede pública quanto da rede privada, em todo o Estado do Rio, no último dia 14 de março.

A medida, seguida por diversos prefeitos fluminenses, entre eles Dr. Aluzio, ainda no dia 16, foi uma das primeiras de isolamento social e restrição de circulação que servem para prevenção da pandemia do coronavírus.

O auxílio emergencial para os alunos da rede pública municipal de Educação visam reduzir os impactos da falta da merenda escolar, considerada uma das principais refeições na alimentação de milhares de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social na Educação pública municipal de Macaé.

Os vereadores macaenses retornam a se reunir virtualmente para votação e discussão de requerimentos na manhã desta quarta-feira, 3, retornando as datas e horários das sessões, agora realizadas de maneira virtual, aos antigos dias e horários, antes da suspensão das atividades presenciais em função da pandemia do coronavírus.

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