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Nova lista do Coaf traz 27 políticos do Estado do Rio ligados a movimentações financeiras suspeitas

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Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) volta a ser alvo de suspeitas com divulgação de novo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)

Novas movimentações financeiras apontadas em novo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e anexadas aos autos da Operação Furna da Onça, que em novembro do ano passado, levou à prisão 7 deputados estaduais, trazem mais 27 deputados e ex-deputados fluminenses, entre eles o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL).

Além dele, que teria recebido 96 mil reais de forma fracionada entre junho e julho de 2017, constam na lista ainda os deputados Jorge Picciani (MDB), Iranildo Campos (SD), Chiquinho da Mangueira (PSC), Márcio Pacheco (PSC), Dr. Deodato (DEM), Edson Albertassi (MDB), Marcelo Simão (PP), Rafael Picciani (MDB), Pedro Augusto (PSD), Luiz Martins (PDT), Marcia Joevani (DEM), Marcos Muller (PHS), Daniele Guerreiro (MDB), Coronel Jairo (MDB), Christino Áureo (PSD), Paulo Melo (MDB), João Peixoto (PSC), Marcos Abrahão (AVANTE), Milton Rangel (DEM), Thiago Pampulha (PDT), Átila Nunes (MDB).

Os ex-deputados, Andreia Busatto (PDT) e Ricardo Abrão (PDT), e os prefeitos de Itaguaí, Carlos Busatto Júnior (MDB), de Nilópolis, Farid Abrão (PTB), de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PR), de Belford Roxo, Waguinho (MDB), e de São Gonçalo, José Luiz Nanci (PPS), também aparecem na lista do Coaf.

A primeira lista, divulgada em dezembro do ano passado, culminou com 10 pedidos de prisão a deputados estaduais, sendo que 3 já estavam presos. O campeão de movimentações financeiras suspeitas é o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Jorge Picciani, que teria movimentado 478 milhões de reais, quantia que envolveria transações de empresas de sua família que atuam no setor de mineração e pecuária.

Mas políticos não são os únicos que aparecem na lista do Coaf. Segundo o jornal Estado de São Paulo, pelo menos duas escolas de samba do Rio, Beija-Flor e Mangueira, são citadas em transações suspeitas ligadas a deputados e ex-deputados da Alerj, entre eles o presidente da verde-e-rosa, Chiquinho da Mangueira, mencionado em duas operações atípicas no valor de 32,6 milhões de reais.

Chiquinho está preso desde o fim do ano passado, assim como os deputados André Corrêa (DEM), Coronel Jairo, Albertassi, Paulo Melo, Jorge Picciani, Luiz Martins, Marcelo Abrahão, Marcelo Simão, e Marcus Vinícius Neskau (PTB).

Da Beija-Flor, Farid Abrão, irmão do patrono da escola, Aniz Abrahão David, e seu filho, Ricardo Abrão, atual presidente da escola de Nilópolis.

Da região, 2 parlamentares constam na lista do Coaf, um deles é o ex-candidato a prefeito de Macaé nas eleições de 2012, eleito deputado federal em 2018, Christino Áureo, que teria movimentado 0,8 milhões de reais e 8 operações imobiliárias em que constam um imóvel de 1,2 milhões de reais. A outra é a deputada estadual não reeleita, Marcia Jeovani, esposa do ex-prefeito de Araruama, Miguel Jeovani (MDB), que teria movimentado 2,4 milhões de reais.

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