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Municípios da região sofrem com altíssimo número de políticos inelegíveis, condenados ou investigados por corrupção

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Com 3 eleições suplementares em Rio das Ostras, Cabo Frio e Iguaba Grande, desde 2016, quando aconteceram as últimas eleições municipais, a região já vive as especulações e anúncios de pré-candidaturas visando as eleições municipais de 2020.

Em algumas cidades da região, a mudanças na chefia do Executivo será inevitável, já que 4 atuais prefeitos, Dr. Aluizio (PSDB), em Macaé, André Granado (MDB), em Armação dos Búzios, Cláudio Linhares (MDB), em Conceição de Macabu, e Cláudio Chumbinho (MDB), em São Pedro da Aldeia, completam 2 mandatos ano que vem, e não podem se candidatar à nova reeleição.

Além disso, a velha esperança que parte da população deposita em nomes antigos da política local também pode estar com os dias contados, principalmente em algumas cidades, já que muitos ex-prefeitos da região estão inelegíveis.

São os casos de Alair Corrêa (PP) e Marquinho Mendes (MDB), em Cabo Frio; Miguel Jeovani (MDB), em Araruama; Andinho (PSL), em Arraial do Cabo; Alcebíades Sabino (PSDB), em Rio das Ostras; Anthony Garotinho (sem partido) e Rosinha Garotinho (PROS), em Campos dos Goytacazes; Neco (MDB), em São João da Barra; Amaro Fernandes (PSDB), em Carapebus; Nilton Furinga (PSDB), em Quissamã; Têdi (PT), em Conceição de Macabu; e Antônio Marcos (PSC), em Casimiro de Abreu.

Alguns dos ex-prefeitos eleitos em 2012 e que deixaram o cargo em 2016, possuem em comum o fato de terem suas respectivas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Estado do Rio (TCE-RJ) e pelos legislativos locais.

Com a Operação Quinto do Ouro, que chegou a prender 5 ex-conselheiros acusados de corrupção, auditores técnicos foram alçados ao plenário desde 2017 como conselheiros substitutos, e desde então, as análises das contas do municípios fluminenses foram marcadas por maior rigidez, principalmente às referentes ao ano anterior de 2016.

Na região, apenas Macaé teve parecer prévio do TCE-RJ pela aprovação das contas de 2016, sendo, inclusive uma das 21 contas municipais que receberam parecer prévio favorável dos conselheiros do TCE-RJ entre os 92 municípios do Estado do Rio.

Seguindo o rito legal, após serem avaliados tecnicamente pelo TCE-RJ, os documentos são enviados às câmaras municipais, que possuem a tarefa de dar a palavra final sobre a aprovação ou reprovação dos balanços financeiros de seus respectivos prefeitos.

Sobre essas contas de 2016, os legislativos municipais reprovaram as contas de Alair Côrrea, em Cabo Frio; Andinho, em Arraial do Cabo; Miguel Jeovani, em Araruama; Amaro Fernandes, em Carapebus; Neco, em São João da Barra; e Nilton Furinga, em Quissamã; os votos dos vereadores seguiram os pareceres do TCE-RJ e decretaram a inelegibilidade dos ex-prefeitos.

Já o casal Garotinho, inclusive, tem diversas condenações que os impedem de concorrer ao próximo pleito. O ex-governador do Rio tem duas condenações criminais em 2ª instância, por formação de quadrilha e corrupção, entre outros crimes.

Sem condenações criminais, Rosinha soma 6 condenações por improbidade administrativa. As duas últimas foram em setembro desse ano, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo uso da máquina pública para fazer campanha e pela contratação irregular de servidores em período pré-eleitoral.

Contra Marquinho Mendes, eleito prefeito de Cabo Frio em 2016, mas cassado posteriormente pelo TSE por irregularidades apontadas pelo Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), em 2012, em suas contas como prefeito na época, enquanto que, contra Alcebíades Sabino, pesa condenação de licitações superfaturadas de remédios e combustíveis, em suas gestões como prefeito de Rio de Ostras.

No caso de Antônio Marcos, o ex-prefeito de Casimiro chegou a ser preso em 2018 por extorsão, associação criminosa e tráfico de influência, mas acabou liberado graças a um habeas corpus. Ele ainda é investigado por um suposto esquema de corrupção envolvendo 7 vereadores da legislatura 2013-2016, em que o prefeito compraria o apoio dos parlamentares para ter projetos de seu governo aprovados na Câmara Municipal.

Na semana passada, o ex-vereador e vice-prefeito de Casimiro, Kinha (REPUBLICANOS) e mais 1 vereador foram afastados de seus cargos devido à essa investigação que tem como ainda outros 5 ex-vereadores do município.

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