Mídias Sociais

Cidades

Moradores de Macaé são favoráveis à suspensão do pagamento de desapropriações consideradas irregulares pela Justiça

Avatar

Publicado

em

 

Com a candidatura do vereador Chico Machado (PDT) estando bem colocada nas últimas campanhas de intenção de votos para a Prefeitura de Macaé, aparecendo como 2º colocado, uma dúvida tem pairado sobre um assunto para lá de delicado na cidade.

Conhecido como o “A Farra das Desapropriações”, o caso das desapropriações feitas pelo ex-prefeito Riverton Mussi (PDT), durante sua primeira gestão, entre 2005 e 2008, teria deixado um prejuízo de 130 milhões de reais aos cofres públicos municipais, e beneficiado famílias e pessoas ligadas ao governo.

Em janeiro deste ano, a prefeitura apresentou outro relatório do realizado pelos auditores do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) que aponta o não cumprimento de procedimentos obrigatórios como a falta de estimativa de impacto orçamentário e financeiro; a realização de desapropriação sem justa causa; e o pagamento de indenizações indevidas e superfaturamento. Segundo o documento, o prejuízo teria sido de R$ 134.480.921,49, valor que a prefeitura tenta reaver na Justiça.

“Não podemos admitir que o dinheiro, que não é da prefeitura, e sim da população, seja utilizado de forma indevida. Vamos em busca da recuperação do dinheiro público, afinal, todo cidadão merece que seus impostos sejam revertidos em benefícios para a cidade e não apenas de alguns” afirmou o Prefeito Dr. Aluízio (PMDB), em janeiro, ao Jornal Online Terceira Via.

Recentemente, a família de Chico Machado teria oficializado a prefeitura, cobrando uma dívida que estaria na casa dos 173 milhões de reais, o que deixou a população de Macaé com uma grande dúvida, já que a atual gestão suspendeu o pagamento pelas desapropriações irregulares.

Nas ruas, a possibilidade do vereador ser eleito prefeito e pagar a suposta dívida com sua família, deixando-a mais abastada em 173 milhões de reais, não agrada nem um pouco a população, que é contra o pagamento e a favor à decisão de Dr. Aluízio.

“Acho que o Ministério Público devia anular essa compra (das desapropriações). Porque pode não ser ilegal, mas é imoral. Acho que é imoral, o cara, sabendo que é uma transação errada, pagar a ele mesmo, como prefeito. Coisa ridícula! Que exemplo nós vamos dar para as crianças?”, analisou o aposentado Rossini Medeiros, de 78 anos.

Ex-diretor do tradicional Colégio Luiz Reid, e famoso por ter participado da Cerimônia da Tocha Olímpica, Rossini não é o único a ser contra o pagamento da dívida pelas desapropriações, como conta o auxiliar de estoque, Bruno Gonçalves.

“Com certeza tem que suspender o pagamento. Não está correto ele pegar esse valor. Por que é que ele vai pegar o valor? Primeiro, tem outras prioridades. Esse valor faz muita falta para o governo aqui em Macaé”, disse Bruno, de 22 anos.

Mais lidas da semana