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Ministro do Supremo Tribunal Federal nega liberdade de Pezão, que segue preso

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Preso em 29 de novembro deste ano, o agora ex-governador Pezão (MDB), ao centro da foto, teve pedido de Habeas Corpus negado pelo Supremo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou Habeas Corpus ao Governador do Rio, Pezão (MDB), preso desde o dia 29 de novembro, na operação Boca de Lobo.

Pezão é acusado de comandar uma organização criminosa e de manter o esquema de recebimento de propina que vigorou no governo de seu antecessor, o ex-governador Sérgio Cabral (MDB), preso há 2 anos.

Para o ministro do STF, não houve ilegalidade na prisão de Pezão, já que há indícios de que o esquema continuou em funcionamento mesmo após o início das investigações, o que constitui ameaça à ordem pública.

Além disso, segundo Moraes, os prejuízos potenciais às contas públicas do Estado do Rio de Janeiro causados pelo esquema de pagamento de propina agravam o caso.

Na análise do Habeas Corpus, o ministro rejeitou ainda as alegações da defesa de que não haveria indício de prática criminosa por parte do ex-governador e de que a comprovação de autoria dos crimes estaria baseada apenas nas declarações de colaboradores, sem provas concretas.

“Para se chegar a esses entendimentos, seria indispensável aprofundada análise das provas constantes dos autos, providência ainda não adotada nem mesmo pela instância de origem e, de todo modo, incompatível com esta via processual”, afirma Moraes em sua decisão.

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