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Mesmo preso, Lula lidera pesquisa de intenções de votos para a disputa presidencial

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Cumprindo pena na sede da Polícia Federal de Curitiba, no Paraná, ex-presidente Lula (PT), que se diz inocente, continua liderando pesquisa de intenções de votos para a presidência da república

Preso há 2 meses pela Polícia Federal, o ex-presidente Lula (PT) segue imbatível nas pesquisas de intenções de votos para a disputa da presidência da república, segundo dados da pesquisa divulgada pelo Datafolha.

Na última pesquisa, Lula lidera com 30% dos votos, seguido por Jair Bolsonaro (PSL), com 17%, e por Marina Silva (REDE), com 10%. Curiosamente, com um percentual ainda maior que os 2 candidatos atrás de Lula, os “sem candidato” alcançam 21% neste cenário.

Mesmo sem provas, Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá e pode ser impedido de disputar a eleição devido à Lei da Ficha Lima, o que abriria espaço para novos cenários.

Nos cenários sem Lula, Marina varia de 14 a 15%, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) oscila entre 10 e 11%, Geraldo Alckmin (PSDB) tem 7%, e o senador Álvaro Dias (PODE) tem 4%, enquanto o pré-candidato que representa o governo na eleição, o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PMDB), só chega a 1%.

O Datafolha apontou também que a avaliação negativa do governo de Michel Temer (PMDB) atingiu recorde histórico, chegando a 82% dos brasileiros, com o governo considerado ruim ou péssimo.

Outro pré-candidato do chamado campo do centro, o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM), oscila entre 1 e 2%. Assim como Marina, Ciro Gomes sobe no cenário sem Lula, chegando a bater na casa dos 6%.

Ventilados como plano B para a candidatura de Lula pelo PT, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, aparecem com 1% na pesquisa.

O Datafolha mostrou, contudo, que 30% dos eleitores afirmaram que votariam “com certeza” em um candidato indicado por Lula, enquanto 17% responderam que fariam isso apenas “talvez”.

Se vence em todas as pesquisas, por outro lado, Lula fica com a 2ª colocação quando o assunto é rejeição entre os eleitores, com 36%, ficando atrás do ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC), com 39%, mas fica novamente à frente de Bolsonaro, que tem 32%, na 3ª posição, seguido de Alckmin (27%), Marina (24%), e Ciro (23%).

Segundo a agência internacional de notícias Reuters, o Datafolha ressalva que os resultados desta pesquisa não são perfeitamente comparáveis com os do levantamento anterior porque os cenários são diferentes.

Esta foi a primeira pesquisa do instituto depois da greve dos caminhoneiros e do anúncio do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (PSB), de que não iria disputar a eleição.

Nas simulações de 2º turno, a pesquisa mostra Lula à frente em todos os cenários que incluem o ex-presidente, vencendo Bolsonaro por 49% a 32%, Alckmin por 49% a 27%, e Marina por 46% a 31%. Sem o ex-presidente na disputa, o número de eleitores que vão anular o voto, ou votar em branco ou em nenhum candidato chega a superar os que indicam preferência por algum nome, com esse percentual alcançando 40%.

Nesses cenários, sem o ex-presidente, Marina vence em todos. Numa disputa contra Bolsonaro, ela vence por 42% a 32%, contra Alckmin por 42% a 27%, e contra Ciro por 42% a 29%.

Os demais cenário apresentados pelo Datafolha sem o ex-presidente consideram no segundo turno, Ciro (32%) versus Alckmin (31%); Bolsonaro (33%) contra Alckmin (33%); Alckmin (36%) contra Haddad (20%o); Ciro (36%) contra Bolsonaro (34%); Bolsonaro (36%) contra Haddad (27%); e Ciro (38%) versus Haddad (19%).

O instituto entrevistou 2.824 eleitores em 174 municípios nos dias 6 e 7 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Nos cenários sem Lula, os que afirmam que vão votar em branco, nulo, em nenhum candidato ou não sabem em que votar, somam de 33 a 34%, conforme o levantamento publicado pelo jornal Folha de São Paulo.

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