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Vídeo em que mulher morta em Trajano de Moraes relata ameaças foi gravado há um ano, diz Polícia Civil

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Investigadores descartam hipótese de gravação na véspera do crime e apuram todas as linhas de investigação. Reprodução
 

O vídeo em que Nair Faria Gomes aparece relatando ameaças de morte e que passou a circular nas redes sociais após seu assassinato foi gravado há cerca de um ano, e não na véspera do crime, como afirmam publicações compartilhadas na internet. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que investiga o duplo homicídio ocorrido na manhã de sábado (4), em Trajano de Moraes, na Região Serrana do Norte Fluminense.

No vídeo, Nair afirmava que vinha recebendo ameaças de morte após um furto e diz que pessoas envolvidas no caso pretendiam matá-la. Ela também relatou que a Polícia Civil tinha conhecimento da situação. As imagens passaram a ser compartilhadas nas redes sociais após o crime, acompanhadas da informação de que teriam sido gravadas um dia antes do homicídio. Segundo a Polícia Civil, a gravação foi feita há cerca de um ano, durante a investigação do furto.

A divulgação do vídeo após o crime levou à disseminação da informação de que a gravação teria sido feita poucas horas antes dos disparos, hipótese descartada pelos investigadores. Segundo a delegada Daniella Bessa, titular da 158ª Delegacia de Polícia (Trajano de Moraes), o vídeo foi gravado durante a apuração de um furto registrado em 2025.

A Polícia Civil informou que esse inquérito permanece em andamento e apura o furto ocorrido no interior de uma residência envolvendo familiares de Nair. Até o momento, não há suspeitos identificados e as pessoas ouvidas prestaram depoimento como testemunhas.

A delegada afirmou que ainda não é possível estabelecer qualquer relação entre esse procedimento e o duplo homicídio. “Estamos no início da investigação de um duplo homicídio. Seria temerário descartar qualquer linha de investigação. Estamos investigando tudo e todos", disse.

 

Investigação do homicídio

Nair Faria Gomes e Rayssa de Souza Bessa Marques foram mortas a tiros por volta das 6h30 de sábado, no distrito de Barra dos Passos, em Trajano de Moraes.

De acordo com o registro da ocorrência, as duas estavam em um veículo quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram disparos contra o lado do motorista. Uma terceira ocupante do carro, que estava no banco traseiro, sobreviveu ao ataque e prestou depoimento como testemunha.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar um duplo homicídio qualificado. Segundo a delegada, a investigação aponta, preliminarmente, que duas armas de fogo podem ter sido utilizadas no crime. Cartuchos foram recolhidos no local e serão submetidos à perícia, que deverá indicar o calibre das armas empregadas.

Até o momento, os autores não foram identificados. A polícia busca imagens de câmeras de segurança e trabalha na localização de testemunhas que possam contribuir para a identificação dos responsáveis.

A delegada informou que, pelas circunstâncias apuradas até agora, as hipóteses de roubo e latrocínio foram descartadas. As demais linhas de investigação permanecem abertas. Daniella Bessa também afirmou que equipes da Polícia Civil atuam desde a manhã de sábado para esclarecer o caso e reforçou que Trajano de Moraes apresenta baixos índices de criminalidade.

"O município é muito seguro e a população se sente segura. A Polícia Civil está empenhada na identificação e prisão dos autores desse crime", salientou.

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