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Justiça mantém afastamento de vereadores de Casimiro por mais três meses

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Eles foram denunciados por compra de apoio política de ex prefeito que está preso

 

 

 

 

Os vereadores Rafael Jardim (PSB), Bruno Miranda (PSB) e Leilson Ribeiro da Silva, o “Neném da Barbearia” (PMDB), continuam afastados do legislativo casimirense por mais três  meses, por determinação judicial. O trio foi denunciado pelo Ministério Público por fazerem parte de esquema de compra de apoio política durante votação das contas do ex-prefeito Antônio Marcos Lemos Machado. Os vereadores são investigados por oferecimento de vantagem indevida (propina e cargos).

O MP apurou que o ex-prefeito oferecia propinas e fazia ameaças a quem não votasse contra o parecer do Tribunal de Contas do Estado que julgou irregular uma de suas contas. A votação ocorrida em abril passado foi anulada pela justiça a pedido do Ministério Público. O MP também apurou um suposto esquema de compra de votos que redundou na eleição de Rafael Jardim, na época presidente da Câmara para o biênio 2017/2018. Rafael, aliás, foi substituído no cargo por Ademilson Amaral da Silva, o Bitó (PSC) que ficou menos de um mês ocupando a presidência interina da Câmara. Em 8 de agosto, ele foi afastado da atividade também por 180 dias, suspeito de envolvimento no esquema de compra de votos.

Dos nove vereadores eleitos em 2016, apenas cinco se mantêm no cargo: Dr. Adriano Lima (PV), Ramon Gidalte (PPS), Lelei da Marmoraria (PSL), Alex Neves (PSB) e Marquinho da Vaca (PEN). Antes da devassa ocorrida no legislativo, o MP conseguiu a prisão do ex-vereador Alessandro Pezão, suspeito de comandar um esquema de extorsão dentro do legislativo. Ele é acusado dos os crimes de concussão e peculato e associação criminosa. Em 2016, Pezão foi afastado da presidência da Câmara por desvio de dinheiro.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Pezão obrigava cinco funcionários contratados do gabinete e repassar parte do salário recebido para ele próprio. Eles recebiam entre R$ 1,2 mil e R$ 5 mil e ficavam com até R$ 700,00 repassando o restante do valor para o ex-vereador, segundo o MP.

Tânia Garabini


 

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