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Integrantes do PT de Macaé negam especulações sobre possível filiação de Julinho do Aeroporto ao partido

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Vice-presidente da Câmara de Macaé, vereador Julinho do Aeroporto (MDB) surge como o mais novo nome da vez nas especulações sobre troca-troca partidário visando eleições municipais de 2020

Em meio às incertezas políticas causadas pela cláusula de barreira, que deve extinguir alguns partidos, e às especulações já mirando as eleições municipais em todo país em outubro de 2020, crescem os boatos de troca-troca partidário em Macaé e região.

A novidade da vez, que pegou de surpresa muitas pessoas que acompanham a política da cidade, seria uma possível filiação do vice-presidente da Câmara de Macaé, vereador Julinho do Aeroporto no PT, partido que Julinho criticou sistematicamente nos últimos anos, principalmente na esfera nacional.

A informação foi dada pelo blog do jornalista Daniel Galvão, mas logo “desmentida”, de acordo com uma importante figura do partido na cidade. Embora os discursos caminhem na mesma direção, tons das respostas não deixam as portas fechadas nem de um lado nem de outro.

Em sua página no Facebook, o ex-vereador de Macaé e atual secretário municipal em Maricá, Igor Sardinha (PT), afirma que as informações do blog não procedem, negando qualquer conversa entre o partido e Julinho, além de ressaltar que o PT não teria interesse em filiar políticos com mandato na cidade.

“Tenho um grande carinho pelo vereador Julinho, apesar de nossas divergências políticas na época em estive na Câmara, e ele sabe disso. Mas não é fato a existência de conversas sobre filiação dele no partido [PT], conforme publicado no blog do jornalista Daniel Galvão. Essas conversas inexistem em qualquer plano de instância partidária, seja ela, municipal, estadual e nacional. O PT municipal já discute com outros campos progressistas da cidade sua possível tática e estratégia eleitoral para o ano que vem e adianta que tais construções não passam por filiações de mandatários no partido”, escreveu o ex-vereador, que retornou ao partido após a derrota nas eleições municipais em 2016 a aproximação com o governo de Maricá.
Já o vice-presidente municipal do PT em Macaé, Saraiva Junior, preferiu um tom menos decisivo ao comentar as informações divulgadas pelo blog. Apesar de negar a existência de qualquer conversa com o vice-presidente da Câmara macaense, Saraiva Junior adotou um tom mais cauteloso sobre o futuro.

“Essas conversas com Julinho não existem. E sendo assim, não vou especular se poderiam ou não existir. O fato é que elas não existem”, declarou.

Mais cética, uma figura importante ligada ao partido na cidade afirmou que as informações do blog já teriam sido “desmentidas”, acrescentando que um comunicado oficial dependeria de uma solicitação de filiação, o que não teria ocorrido.

“Já foi desmentido. Apesar dele querer mesmo”, revelou a fonte.

As especulações envolvendo uma mudança de ares de Julinho não são novas no Legislativo macaense. Ainda no ano passado, o vereador teria se sentido desprestigiado com o apoio recebido por seu colega de bancada, Welberth Rezende (PPS), na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), que Welberth acabou vencendo.

Ainda durante o 2º turno, Julinho revelou uma aproximação com Rodrigo Mosqueira (PSC), então líder de campanha do atual Governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), na região, sugerindo até mesmo que poderia trocar o MDB pelo PSC, reduto político atual da família Paes em Macaé, mas as conversas parecem ter esfriado.

O momento que antecede às eleições municipais do ano que vem, somado à ausência, pelo menos por enquanto, de um nome forte ligado ao Prefeito Dr. Aluízio (sem partido) para a disputa ao Executivo, ainda tem como ingrediente as incertezas geradas pela cláusula de barreira, que deixou REDE, PATRI, PHS, DC, PCdoB, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU e PTC sem propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV e sem verba do Fundo Partidário nas próximas eleições.

Vale lembrar, em Macaé, os vereadores Marvel (REDE), Dr. Luiz Fernando (PTC), Cristiano Gelinho (PTC), e Val Barbeiro (PHS), seguem filiados a partidos ameaçados de extinção ou de fusão, como já se encaminha a situação do PHS, que está com conversas adiantadas até mesmo na Justiça Eleitoral para se fundir ao PODE.

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