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Governador Wilson Witzel desiste de lançar candidatura própria à presidência da Alerj

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À esquerda, presidente interino da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), André Ceciliano (PT), ao lado do novo governador do Rio, Wilson Witzel (PSC)

Depois de fazer as contas e perceber que suas chances eram irrisórias, o Governador Wilson Witzel (PSC) desistiu de lançar como candidato à presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) o único deputado estadual de seu partido, Márcio Pacheco (PSC), já que o outro, Chiquinho da Mangueira (PSC), está preso.

A decisão foi revelada pelo jornalista Paulo Capelli no site do jornal O Globo, depois de uma reunião realizada na última quinta-feira, 3, à noite, quando Witzel teria oferecido a Pacheco a liderança do governo em troca da desistência pela disputa.

Segundo a colunista do jornal Extra, Berenice Seara, a movimentação do Palácio Guanabara praticamente entregou a presidência ao chapão articulado pelo interino André Ceciliano (PT), que comanda a Casa desde 2017, quando o então presidente, Jorge Picciani (MDB), foi preso por corrupção.

O PSL dos Bolsonaro, que tem a maior bancada na Alerj, porém, não se conforma com presidência nas mãos de um deputado do PT e deve lançar um candidato do partido para tentar fazer frente à maioria que já se alinha ao lado de Ceciliano.

Ainda de acordo com a jornalista, o PSL vai buscar o apoio do NOVO e do PRB, tentando colocar seus respectivos pré-candidatos, Chicão Bulhões (NOVO) e Tia Ju (PRB), em sua própria chapa, além de tentar aliança com o PHS e outros partidos que comungam do mesmo antipetismo.

Com isso, o ex-juiz confirma que não vai interferir em assuntos internos da Alerj. Os motivos apurados pela colunista do jornal carioca seriam um suposto recado de que Bolsonaro não o perdoaria caso apoiasse a eleição de um petista, somado à ideia de que seria ainda pior para o novo governador ficar ao lado do candidato perdedor.


 

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