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Com diversos “caciques” presos, MDB do Rio inicia fase de comando diluído e decisões coletivas

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Novo presidente do diretório regional do MDB do Rio, Leonardo Picciani, assume partido com prefeitos ganhando destaque na liderança estadual e decisões conjuntas

Afundando no Estado do Rio após as prisões de alguns de seus “caciques”, como os ex-deputados estaduais, Jorge Picciani, Paulo Melo, Edson Albertassi, os ex-governadores, Pezão e Sérgio Cabral, e o ex-deputado federal Eduardo Cunha, o MDB começa 2019 experimentando uma nova forma de comando.

Sem os velhos e poderosos nomes que comandavam o partido, ainda mais enfraquecidos após o resultados das eleições do último ano, com as derrotas de Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador, e de Daniele Cunha, filha do ex-presidente da Câmara Federal, o partido parece mudando do antigo “manda quem pode e obedece quem tem juízo” para uma fase das decisões coletivas.

De acordo com o colunista Berenice Seara, do jornal Extra, do Rio, a decisão do MDB de não ter um candidato na última eleição majoritária da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) teria sido uma escolha do diretório e não do presidente estadual do partido, Leonardo Picciani, filho do ex-presidente da Alerj, também preso.

“O partido sempre foi muito personalista. Era o Cabral, era o Picciani, era o Paes. Isso mudou”, diz o novo presidente do diretório regional, eleito em novembro, citando até mesmo o ex-membro do partido, o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, atualmente no DEM, de César e Rodrigo Maia.

A colunista lembra ainda que até pouco tempo atrás, as alianças feitas pelo MDB vinham de cima para baixo, por decisões de seus caciques, assim também como os nomes dos candidatos para cargos eletivos.

“Paes indicou Pedro Paulo [que foi pro DEM junto com Paes], e todo mundo teve que engolir. Cabral escolheu Pezão e ninguém se opôs, apesar de saber que ele não era capaz de governar o estado”, revelou Leonardo.

Com essa mudança na forma de comando, os prefeitos do partido passaram a ter a voz mais respeitada dentro do partido, como ficou claro na última eleição do partido no Estado do Rio, que além de Picciani, elegeu ainda o Prefeito de Caxias, Washington Reis, como primeiro vice-presidente; o Prefeito Belford Roxo, Waguinho, como segundo-vice; e o Prefeito de Petrópolis, Bernardo Rossi, como terceiro-vice.


 

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