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Filiação de deputado federal de Campos ao PSD provoca renúncia de presidente estadual do partido no Rio

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Eleito deputado federal nas eleições gerais de 2018, e já se articulando na esfera federal e estadual do Rio, com boa relação com o novo Governo do Rio, Wladimir Garotinho troca PRP pelo PSD

Depois de muitas especulações sobre seu futuro partidário, o deputado federal Wladimir Garotinho, filho dos ex-governadores do Rio, Anthony (PRP) e Rosinha Garotinho (PATRI), finalmente anunciou seu novo partido, ao trocar o PRP de seu pai pelo PSD.

A troca, porém, já causou polêmicas, ao provocar a renúncia do então presidente estadual do partido e também deputado federal, Indio da Costa, candidato do Governo do Rio derrotado nas últimas eleições gerais, em 2018.

Em sua página no Facebook, Indio justifica a renúncia da presidência estadual do PSD do Rio e a saída do partido dizendo que não “compactua” com a filiação do filho dos Garotinho do partido, que na região, conta ainda com o deputado estadual Chico Machado (PSD), ex-vereador de Macaé.

Escrevendo ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, Indio tece elogios ao partido, agradece o tempo que passou e menciona colegas de sigla, mas critica a escolha do partido pela aliança com a família Garotinho.

“Entre a presidência estadual do partido e a coerência, fico com a coerência. Por isso, presidente [Kassab], renuncio à presidência do PSD-RJ e comunico minha desfiliação do partido. Em tempos de tanta instantaneidade, vivo um momento de me reconectar aos objetivos que me levaram a entrar para a política em 1992. Dedicarei meu tempo aos estudos e ao diálogo. Quero ouvir pessoas que mesmo fora da política partidária queiram contribuir para um país melhor. Acredito que o espaço para isso hoje não necessariamente seja um partido político. Aos amigos que ficam no PSD, agradeço a convivência e o aprendizado”, escreveu o deputado.

Falando no desejo de fortalecer uma cultura partidária e em se conectar com as ruas, Indio ressaltou na postagem que o PSD do Rio conseguiu eleger 4 deputados estaduais, 3 deputados federais e 1 senador, mas não esqueceu a aliança com os Garotinho.

“No entanto, recentes filiações no partido sinalizam que o PSD não se conectou com as ruas e ruma no caminho oposto ao que a sociedade deseja”, concluiu Indio.

Especulado no PSC do governador Wilson Witzel, e recém-chegado aos quadros do PSD, Wladimir Garotinho não deixou por menos as críticas recebidas por Indio nem a justificativa do colega de Congresso para deixar o partido.

“Acho estranho uma pessoa delatada por recebimento de 2,5 milhões de dólares em propina, para blindar alguém numa CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), dizer que quer estar conectado às ruas. Além do mais, ele buscou apoio da família Garotinho nas eleições de 2016 e 2018. Acho que ele queria uma desculpa para sair. De todo modo, lhe desejo boa sorte”, disparou Wladimir, segundo publicado pela coluna Extra, Extra, do Rio de Janeiro.

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