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Em reunião com líderes do Congresso, novo presidente do TSE fala em adiar eleições municipais em algumas semanas

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Os presidentes, do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se reuniram com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, e seu vice, Edson Fachin, para discutir a realização das eleições municipais deste ano.

Marcadas para outubro mesmo diante da pressão de alguns grupos políticos de diversos estados, as Eleições Municipais 2020 são defendidas por relatórios de um grupo de trabalho criado pelo TSE para avaliar os impactos da pandemia do novo coronavírus na realização do pleito.

No encontro, que aconteceu na tarde desta segunda-feira, 8, e sem o uso de videoconferência, o presidente do TSE teria recuado na iniciativa de manter as eleições neste ano, chegando até mesmo a dizer que há consenso médico em relação à necessidade do adiamento do pleito.

De acordo com o TSE, Luís Roberto Barroso teria ainda relatado aos presidentes do Senado e da Câmara Federal que conversou nas últimas duas semanas com 8 especialistas de diversas áreas, e que seria consenso entre eles que as eleições deveriam ser adiadas.

Porém, diferente do que querem alguns políticos em diversos estados, a recomendação dos especialistas não é pelo adiamento para 2021, mas apenas por algumas semanas, com o 1º turno entre a 2ª quinzena de novembro e o começo de dezembro, e não mais para outubro, conforme estipulado pelo Calendário Eleitoral.

“Todos os especialistas têm posição de consenso de que vale a pena adiar por algumas semanas, mas não deixar para ano que vem (2021), porque não muda muito do ponto de vista sanitário. Eles acham que, em agosto, setembro, a curva pode ser descendente. Endossaríamos, portanto, a ideia de adiar por algumas semanas”, contou o ministro aos parlamentares.

O encontro também serviu para que os presidentes do Senado e da Câmara Federal levem as informações para seus pares, já que as datas do pleito serão definidas pelo Congresso, uma vez que o dia da eleição está previsto na Constituição no 1º domingo de outubro, e, para alterá-lo, será necessária a aprovação de uma emenda constitucional.

Segundo o TSE, tanto Alcolumbre quanto Maia ficariam responsáveis por apresentarem propostas aos líderes partidários das duas Casas para que eles participem de conversas com os médicos e especialistas da área de Saúde.

O TSE também se comprometeu a organizar uma reunião com especialistas na semana que vem, e a partir desta conversa, a Câmara Federal e o Senado dariam andamento à análise das propostas sobre adiamento do pleito por algumas semanas.

O presidente do TSE relatou ainda conversas internas para ampliar o horário da votação para 12 horas e elaborar planos de campanhas para que a população vá votar em horários específicos conforme a faixa etária.

Por fim, Luís Roberto Barroso também pediu ajuda do Congresso para obtenção de doações de empresários para materiais de proteção aos mesários e eleitores, como máscaras e álcool gel, para serem usadas durante o processo eleitoral.

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