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Depois de racha com o PSL, base do governo Witzel deve ficar também sem apoio do DEM

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Depois de perder o apoio do PSL, a bancada do governo Wilson Witzel (PSC) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) também ficará sem a presença que era dada como quase certa dos deputados do DEM.

As informações foram dadas pelo comentarista Octávio Guedes, no programa Bom Dia, Rio, da TV Globo, e pela jornalista Berenice Seara, em sua coluna Extra, Extra, que acompanha os bastidores da Alerj e da política na capital fluminense, e dão conta de que as articulações entre Witzel para entregar secretarias a partidos que viriam a fazer parte de sua base “azedaram”, como se dizia antigamente.

Isso porque o partido do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e dos ex-prefeitos do Rio, Eduardo Paes (DEM) e César Maia (DEM), desistiu de um gabinete no Palácio Guanabara, sede do governo estadual.

De acordo com a coluna, o Rodrigo Maia não teria gostado de saber que Bruno Kazuhiro, líder da juventude o DEM, esbarraria nos corredores com o novo chefe da Casa Civil, André Moura (PSC), amigo do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso desde 2017.

A jornalista explica que Kazuhiro era a indicação da família Maia para tocar a Secretaria de Infraestrutura e Obras, que teria como missão implantar, no Estado, uma nova versão do bem sucedido Favela Bairro, da gestão César Maia na prefeitura do Rio.

A coluna do jornal Extra acrescentou ainda que a bancada federal do DEM também estaria descontente com o embarque no governo Witzel, mas pela revolta com a pressão que vinham sofrendo para direcionar suas emendas parlamentares a programas indicados pelo Executivo fluminense, o que consideraram uma interferência na independência do Legislativo.

A coisa teria esfriado também devido à posição do grupo ligado a Eduardo Paes, que publicamente já teria se pronunciado de forma crítica à aliança com o governo do ex-juiz no Estado do Rio.

Outra análise interna do DEM revelada pela Extra, Extra é de que a condução da política de segurança pública estadual já não está dando certo, e a cobrança da população pode explodir justamente durante a campanha para as eleições municipais, que interessam a Eduardo Paes.

A colunista revela que Rodrigo Maia e Eduardo Paes usam o discurso de que estão abertos a ajudar o Estado neste momento de crise e recuperação fiscal, que Maia ainda estaria estudando como será esse apoio.

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