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Decreto do Prefeito de Macaé desapropria área para implantação da Rodovia Transportuária

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Foto antiga mostra localização prevista para a implantação da Rodovia Transportuária, antigo sonho da Prefeitura de Macaé, e que agora foi integrada ao projeto do novo Terminal Portuário (Tepor) por indicação do Instituto Estadual de Ambiente (INEA)

Um decreto assinado pelo Prefeito de Macaé, Dr. Aluízio (PMDB), e publicado nos atos oficiais do município na última quarta-feira, 2 de maio, desapropriou, finalmente, uma gigantesca área para a implantação da tão sonhada Rodovia Transportuária.

A área, que tem uma extensão de 6.448.378,97 metros quadrados (m²), servirá para a construção da rodovia que vai ligar a área do Terminal Portuário de Macaé (Tepor) à Rodovia do Petróleo (RJ-168), que, por sua vez, liga o centro urbano do município à BR-101, principal via de acesso terrestre à cidade.

A rodovia faz parte de um arco viário, que contaria ainda com a reforma da antiga Estrada Santa Tereza, que ligará o Terminal Parque de Tubos ao futuro Tepor, através da RJ-168, além de melhorar a logística do município, aumentando o acesso da produção à BR-101.

Apesar da reforma da Santa Tereza ainda não ter data para ser iniciada, com o avanço do projeto da Rodovia Transportuária, a prefeitura espera reduzir o número de veículos de carga que trafegam dentro do perímetro urbano do município, melhorando também a qualidade de vida da população, que terá tráfegos menos intensos.

Segundo o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda de Macaé, Gustavo Wagner, o projeto da rodovia agora faz parte do projeto do Tepor, por indicação do próprio Instituto Estadual de Ambiente (INEA), órgão responsável pela liberação da licença da obra.

O secretário revelou ainda que, além de ser uma importante rota para aliviar o trânsito de veículos pesados dentro do município, a inclusão da Transportuária ao projeto do Tepor se deu através de uma condicionante estabelecida pelo INEA, quer entende que a cidade não possui uma via capaz de suportar a intensa movimentação de veículos que trarão o material para a construção do novo porto, localizado no bairro São José do Barreto, no norte da cidade.

“A Transportuária entrou como um pré-requisito para a liberação da licença já que sem ela, é impossível construir o Porto. Você imagina a quantidade de material que vai ser precisa para construir um empreendimento desse porte. Só a ilha vai ter 400 mil m² de área construída”, contou Gustavo Wagner.

O gestor do desenvolvimento acredita que o projeto deve avançar ainda mais neste mês de maio, quando o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) devem ser entregues pela empresa EBTE, responsável pelo projeto, aos órgãos ambientais, o que deve agilizar o trâmite do licenciamento.

“Em maio de 2016, o prefeito convocou uma reunião com diversas secretarias para discutir a diversificação da matriz econômica do município. Daquela reunião surgiram 3 eixos: turismo, conhecimento e logística. A prefeitura está trabalhando nessas 3 direções, realizando ações para estas áreas. Com a Transportuária, a gente melhra muito a questão logística do município. Tirar todo o trânsito de carretas de dentro da cidade está relacionado com uma política de governo. O que a prefeitura está fazendo é preparar a cidade para viver esse momento de retomada da indústria do petróleo, que está evidente com os resultados das últimas rodadas de leilões do petróleo e do pré-sal. Essa retomada já existe, é real”, concluiu o secretário.

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