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Prefeitura de Macaé anuncia obras do governo federal para reforma da pista do aeroporto ainda este ano

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Orçadas em 24 milhões de reais, obras de reforma da pista do Aeroporto de Macaé vai permitir retorno de voos comerciais de passageiros, parados desde 2015, quando a Azul Linhas Aéreas anunciou substituição dos modelos ATR 42 de sua frota pelos ATR 72

Assim como o projeto do Terminal Portuário de Macaé, o aeroporto da cidade também ganhou novidades nesta quinta-feira, 3, depois da revelação de que o governo federal via finalmente reformar a pista para pouso e decolagem de aeronaves comerciais.

De acordo com a Prefeitura de Macaé, as obras começarão no próximo mês de junho, mais precisamente no dia 1, e devem durar 390 dias, com previsão de conclusão para julho ou agosto de 2019.

Com custo de 24 milhões de reais, as obras vão ampliar a referência de resistência da pista para suportar aeronaves ATR 72, capazes de transportar entre 68 e 72 passageiros, permitindo assim o retorno de voos comerciais de passageiros ao aeroporto.

Segundo a prefeitura, a questão foi uma das reivindicações levadas pelo Prefeito Dr. Aluízio (PMDB) ao Ministério dos Transportes, visando a ampliação do aeroporto para a logística comercial e para o fomento do turismo de lazer do município e na região.

“A liberação para o início das obras foi anunciada na última semana pelo Ministério dos Transportes. Agora, começa o planejamento com os operadores aéreos de helicópteros que atuam no Aeroporto de Macaé por conta do impacto da obra no dia a dia dos pousos e decolagens. Atualmente, são 5 companhias de aeronaves de asas rotativas que operam na unidade. Ao todo, são 450 passageiros que circulam no aeroporto diariamente e 2.200 pousos e decolagem mensais de helicópteros. O aeroporto também atende aeronaves de pequeno porte”, detalhou o governo municipal.

O aeroporto deixou de receber voos comerciais de passageiros em 2015, depois que a Azul Linhas Áreas, então concessionária do serviço, anunciou em julho, que deixaria de operar no aeroporto por falta de estrutura.  Na época, a empresa estava retirando da frota as aeronaves ATR 42 para usar apenas as ATR 72, modelo usado pela maioria das empresas de aviação no país. Com a reforma da pista, a expectativa é de que um dos maiores “gargalos” logísticos da cidade seja finalmente resolvido.

Para o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda de Macaé, Gustavo Wagner, a notícia vem num ótimo momento, principalmente depois do sucesso da Bacia de Campos nos recentes leilões de petróleo e do pré-sal, já que a cidade concentra a maior parte das atividades econômicas relacionadas à indústria do setor no interior do Estado do Rio.

O Prefeito Dr. Aluízio foi outro que comemorou a novidade, lembrando a importância do Aeroporto de Macaé para o desenvolvimento econômico e turístico do município, além de permitir um maior dinamismo para a vida da cidade.

“Comemoramos a notícia do início dessa obra que é vital para o município. O aeroporto com seu pleno funcionamento é fundamental para a infraestrutura de negócios e também de lazer. Uma cidade com a vocação e dinâmica de Macaé, com as principais empresas do setor de petróleo e gás instaladas aqui, precisa ter uma logística eficiente. Por isso, essa foi uma das pautas que levamos ao Ministério dos Transportes, reforçando a necessidade de melhorar a capacidade da pista do aeroporto para receber voos comerciais regulares”, comentou Dr. Aluízio.

Ainda segundo o governo municipal, a obra contempla a troca de balisamento de pista e interseções, como cabeamentos de energia elétrica e todos os corpos de luminárias; pavimentação de acostamentos de 7,5 metros para cada lado da pista e interseções também; intervenção na própria pista que hoje é de 7 e vai passar para 19 PCN (referência de resistência de ATR 42 para ATR 72).

Para o superintendente dão Aeroporto de Macaé, João Pedro Aparecido Romano, no cargo desde setembro de 2016, o prazo de duração da obra, inicialmente previsto para 390 dias, pode ser reduzido através de planejamento.

“O aeroporto continuará com as operações de pouso e decolagem, apenas com restrições. Em 2014, tivemos uma queda na movimentação de aeronaves e embarque e desembarque de passageiros. Por isso, hoje teremos menos impacto. Eram 90 aeronaves baseadas aqui até 2014. Agora, são 30. Vemos um aumento ainda acanhado. Até 2020, acreditamos que ocorra um ganho bem significativo de movimentação visto que houve grande interesse na 15° Rodada de Licitação e todos os lotes da Bacia de Campos foram arrematados. A tendência é que as empresas que arremataram os lotes venham a fazer novas contratações de pessoal para as plataformas”, comentou Romano, que trabalhou por 22 anos no Aeroporto do Galeão, e por 3 anos e meio no Aeroporto de Campos dos Goytacazes, antes de chegar à Capital Nacional do Petróleo.

A prefeitura aproveitou também para falar sobre a obra do novo terminal de passageiros, que já foi executada e finalizada, mas ainda não foi entregue para operacionalização, apesar de já ter sido prometida diversas vezes.

“Atualmente, o terminal funciona em 900 metros quadrados (m²), com capacidade para 76 vagas de estacionamento, e comporta até 200 mil passageiros por ano. Já o novo terminal, construído ao lado, possui 14 mil m², com 460 vagas para veículos, e terá capacidade para 2,2 milhões de passageiros por ano. O novo espaço possui em torno de 40 espaços comerciais, entre lojas, restaurantes, lanchonetes, agências bancárias, locadoras de automóveis, táxi, entre outros. O aeroporto possui uma área operacional de 480 mil metros quadrados, além dos 2,4 milhões de m² de área para expansão. Consta do Plano Diretor do Aeroporto de Macaé, aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), em julho de 2016,  a previsão de expansão da unidade, incluindo uma nova pista”, detalhou o governo municipal.

Privatização – Incluído no Programa Nacional de Desestatização (PND), do governo federal, o Aeroporto de Macaé faz parte de um pacote juntamente com outros 12 aeroportos pelo Brasil que devem ser privatizados nos próximos anos.

A Prefeitura de Macaé lembra que, em 2017, foi publicado, no Diário Oficial da União (DOU), um edital de chamamento público para apresentação de projetos, levantamentos, investigações e estudos técnicos que subsidiem a modelagem das concessões para expansão, exploração e manutenção dos aeroportos, e que Macaé recebeu 3 empresas.

“Em janeiro desse ano, nós estivemos com uma equipe técnica da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), que veio fazer um levantamento sobre a situação do Aeroporto de Macaé. O que nós fizemos foi mostrar a eles a importância do aeroporto e da cidade diante desse cenário de retomada da indústria do petróleo. Abrimos o projeto do porto (Terminal Portuário de Macaé – Tepor), mostramos os resultados das últimas rodadas de licitações do petróleo e do pré-sal na Bacia de Campos; nada disso eles tinham ideia. Então o que nós fizemos foi apresentar esse cenário para eles, e a impressão foi de que eles perceberam que o Aeroporto de Macaé não é um passivo, é um ativo. Vale a pena investir nele. Estamos rodeados pelas maiores empresas de petróleo do mundo, empresas como Statoil, Total, Shell, ExxonMobil, que é a maior do mundo, os chineses agora, a QGI, do Qatar. A reforma da pista será muito importante”, defendeu Gustavo Wagner.

 

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