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Comissão de Segurança da Alerj reivindica atenção do interventor federal do Rio com o interior do estado

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Deputados ouviram do general Braga Netto que todas as cidades do estado terão presença das Forças Armadas

Em reunião com o interventor federal da segurança no Rio, general Walter Souza Braga Netto, a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) expôs sua preocupação com a migração da violência para o interior.

Além de apresentar sugestões para melhorar o combate ao roubo de cargas, a presidente da Comissão, deputada Martha Rocha (PDT), falou da preocupação de que, com a intensificação dos trabalhos na capital fluminense, o interior possa sofrer com a fuga de criminosos para essas regiões.

“Minha preocupação é com a migração da criminalidade para o interior. Mas o interventor me garantiu que as Forças Armadas estarão em todos os municípios fluminenses. Ele também relatou que terá verba federal, mas ainda não sabe a quantia disponível. Além dessa verba, todo o orçamento do estado para a segurança poderá ser usado pela intervenção”, garantiu a deputada.

Durante o encontro, realizado na última quarta-feira, 28 de fevereiro, na sede do Comando Militar do Leste, no centro do Rio, Martha Rocha também lembrou que o orçamento de 11 bilhões de reais para a área da segurança, aprovado pela Alerj no fim do ano passado, também poderá ser usado na intervenção.

Outra preocupação da Comissão levada ao general foi a admissão dos concursados da área de segurança. Segundo os parlamentares, são 4 mil policiais militares que esperam a convocação, além de papiloscopistas, oficiais de cartório e agentes penitenciários.

“Mesmo sem ter o poder de contratar trabalhadores, a intervenção pode melhorar a estrutura das policias. É fundamental o investimento social para que não seja utilizada somente a estratégia do confronto”, concluiu Martha Rocha.

Também presente na reunião, o deputado Bruno Dauiare (PR), que tem base eleitoral em Campos dos Goyatacazes, afirmou que os erros cometidos com a instalação de Unidades de Policiais Pacificadoras (UPPs) nas comunidades do Rio não podem ser repetidos pela intervenção militar, referindo-se também à migração da criminalidade para o interior do estado.

“Nossa CPI será instalada na semana que vem. Muitos problemas aconteceram e vamos apurar todos os erros. Sobre a intervenção, estou preocupado com um possível aumento da violência no interior, como aconteceu na época em que as UPPs foram instaladas. Investimentos precisam ser feitos para a medida dar certo”, destacou Dauiare, que será presidente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Alerj que investigará as UPPs.


 

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