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Com deferimento de Paulo Dames, em Casimiro, prefeitos de Macaé e Búzios se tornam raridades entre governos aprovados na região

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Com o deferimento do registro de candidatura do ex-prefeito Paulo Dames (PSB), em Casimiro de Abreu, o quadro com os prefeitos vencedores das eleições municipais do último dia 2 de outubro vai finalmente tomando forma na Região dos Lagos e no Norte Fluminense, e reforçando a aprovação dos governos dos poucos reeleitos, como Dr. Aluízio (PMDB), em Macaé, e Dr. André (PMDB), em Armação dos Búzios.

Ao todo, das 21 cidades da região, apenas 6 decidiram manter o atual governo pelos próximos 4 anos. Além de Macaé e Búzios, Silva Jardim reelegeu Anderson Alexandre (PMDB), e São Pedro da Aldeia reelegeu Cláudio Chumbinho (PMDB). Nos outros 2 casos, Iguaba Grande reelegeu Grasiella (PP), mas esta segue aguardando decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se assumirá o cargo ou não, já que o Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio (TRE-RJ) manteve o indeferimento de seu registro de candidatura. A última das 6 é Maricá, onde a população optou pela continuidade do governo do PT, substituindo o presidente regional do partido e atual prefeito, Washington Quaquá, pelo Deputado Federal Fabiano Horta.

O número de cidades onde os eleitores reprovaram nas urnas seus atuais governos é de 15 em 21, o que representa mais de 70% das cidades da região. Essa reprovação geral da maioria da região com as atuais administrações se deve muito a fatores que assombraram as atuais gestões pelos últimos 3 anos e meio, como a queda de arrecadação e a crise do petróleo, o que fez com que diversas cidades tivessem atrasos salariais e paralisações – ou problemas de continuidade – de serviços fundamentais, como saúde e educação, entre outras crises.

Algo que reforça e muito as boas administrações dos prefeitos reeleitos, que mesmo diante da crise, conseguiram realizar governos que não apenas mantiveram seus municípios em dia com as contas, mas também conseguiram conquistar a confiança da maior parte dos eleitores, como foi o caso de Dr. Aluízio e Dr. André.

Macaé e Búzios, aliás, se sobressaem entre as cidades da região quando o assunto é o enfrentamento da crise. Na Capital Nacional do Petróleo, por exemplo, foi durante a crise que a prefeitura conseguiu realizar uma das maiores obras na saúde do interior do estado, com a construção do novo Hospital Público Municipal Irmãs do Horto (HPMIH), praticamente dobrando o número de leitos e ampliando e muito o atendimento da saúde no município, que além de pacientes da vizinhança, atende ainda vítimas de acidente da BR-101.

Se em Macaé, o governo se pautou por investimentos em saúde e em saneamento básico, outro antigo problema do município, em Búzios, o governo do também médico, André Granado, surpreendeu com o número de obras de infraestrutura urbana realizadas durante os 3 anos e 10 meses de governo. Para se ter uma ideia, enquanto Cabo Frio, um município com uma receita anual muito maior, penava para manter em dia a folha salarial dos servidores, greves e fechamento de unidades de saúde, Búzios, além de ampliar a sua rede, inaugurava uma obra por semana, num total de 150 obras em apenas 3 anos. Motivos de sobra para entender porque os atuais governos de Macaé e Búzios, mesmo com todos os problemas da crise, estão entre os poucos governo aprovados na região no atual mandato, e, não por acaso, renovados pela população com maioria esmagadora dos votos no último 2 de outubro.

Tunan Teixeira

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