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Audiência pública na Alerj discute ampliação do acesso à planta Cannabis para uso medicinal

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Na última semana, Frente Frente Parlamentar em Defesa da Reforma Psiquiátrica da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) promoveu encontro para debater o assunto com a presença de mães de crianças tratadas com os medicamentos a base da planta

A Frente Frente Parlamentar em Defesa da Reforma Psiquiátrica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) debateu, em audiência pública na última semana, a importância do canabidiol, substância encontrada na planta Cannabis, para o tratamento de diversas questões como o autismo e a epilepsia.

Em parceria com o Instituto Vital Brazil (IVB), a frente parlamentar, presidida pelo deputado Flávio Serafini (PSOL), anunciou que buscará expandir as pesquisas e a produção da maconha medicinal para cumprir a demanda de pacientes que necessitam de seu uso no tratamento de saúde.

Atualmente, as decisões judiciais permitem, além do cultivo, a compra do produto para essas pessoas, mas o tratamento não é acessível a todos, já que o medicamento que dura 6 meses custa cerca de 170 dólares, e mesmo assim, apenas 4.617 pessoas têm autorização legal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para importá-lo.

Segundo o presidente da frente parlamentar, é fundamental trabalhar com o instituto para que esse problema seja resolvido o mais rápidamente possível.

“Nós já sabemos de uma série de casos que tiveram efeitos muito positivos com o uso desta substância. Não faz sentido, por puro preconceito, continuar restringindo o seu uso”, revelou Serafini.

De acordo com o chefe de pesquisa do IVB, Dennys Zsolt, a parceria entre a instituição e o Parlamento poderia delimitar protocolos de segurança para o cultivo pelo instituto destas plantas que são usadas com fins medicinais.

“Como o Vital Brazil é do Governo do Rio, é mais viável fazer a regulamentação pela agência sanitária estadual do que pela federal. Assim, com esse caminho mais curto, mais pacientes seriam beneficiados”, afirmou Zsolt.

A Alerj usou o exemplo do menino Mateus Moraes, de 8 anos, que há 3 anos foi diagnosticado com autismo de alto nível, que o impedia de falar, comer sozinho e estudar, mas desde que iniciou o tratamento com o canabidiol, sua qualidade de vida melhorou.

“Hoje, ele lê, come sozinho e brinca com os colegas. Na escola, suas notas melhoraram significativamente. Sua irmã Rebeca, 3 anos, também é autista e desde pequena recebe os benefícios do medicamento. Quando a menina foi diagnosticada, sua mãe, Bruna Fernanda, já possuía um habeas corpus que permitia o cultivo, o que facilitou o tratamento da criança”, contou a Casa.

A mãe das crianças preside a Associação Humanitária Canáleica (AHC), que tem o objetivo de legalizar a cannabis promovendo assim o fim da exclusão social entre pessoas que não têm acesso aos caríssimos medicamentos importados.

“Meus filhos passaram a ter uma vida melhor depois do uso do medicamento. Não precisaram de tarja preta, que é um tipo de medicação extremamente nociva ao organismo. Eu nunca aceitei que eles tomassem isso: quero um medicamento que seja de excelência”, assegurou Bruna Fernanda.

Também presente ao evento, o deputado Carlos Minc (PSB) defendeu o uso terapêutico da cannabis, lembrando os resultados positivos da planta para a qualidade de vida dos pacientes que utilizam esse tipo de tratamento.

“O cultivo desta planta no Brasil está avançando muito lentamente, mas os ganhos para a qualidade de vida dos pacientes são significativos”, declarou.

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